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As (más) consequências de um dia de chuva na NASCAR

Quando a mãe natureza não ajuda, categoria, público, TV e corrida têm rotina completamente quebrada e sucesso do evento é comprometido

Air Titan in the rain and fog
Air Titan in the rain and fog
Cars lined up in the rain and fog for tech inspection
The car of Kyle Larson, Chip Ganassi Racing Chevrolet
The car of Jamie McMurray, Chip Ganassi Racing Chevrolet
The car of Ryan Newman, Richard Childress Racing Chevrolet
The car of Carl Edwards, Joe Gibbs Racing Toyota
The car of Jamie McMurray, Chip Ganassi Racing Chevrolet
The car of Jamie McMurray, Chip Ganassi Racing Chevrolet
The car of Ricky Stenhouse Jr., Roush Fenway Racing Ford

Pela primeira vez em 2016 a NASCAR teve que adiar uma prova que conta pontos para o dia seguinte por causa da chuva. A categoria que não corre em piso molhado em circuitos ovais teve que postergar a etapa de Pocono para esta segunda-feira, em prova vencida por Kurt Busch.

Atrasos são rotineiros, mas apenas no Showdown do All Star (pequenas corridas que classificam pilotos para a festa que antecede a Charlotte 600) é que foi levada para outra data em 2016.

A etapa de Pocono quebrou a sequência que vinha desde Michigan 2014 e com ela uma série de mudanças da rotina do evento. Algumas são curiosas, vejamos:

- Ingressos: o público que frequenta os autódromos sabe que se a chuva pintar, poderá ser sinônimo de prejuízo. Em regra, os ingressos adquiridos pelos fãs não têm direito a devolução por causa de atrasos ou adiamentos pela mãe natureza. Se em Pocono, por exemplo, alguém não pudesse estar no trioval na segunda-feira para assistir a prova, ele morreria com o ingresso na mão. Pode parecer injusto, mas quem tem o hábito de comparecer, sabe dessa regra e possibilidade;

- Horário definido pela TV: os milhões gastos em direitos televisivos fazem com que as emissoras gozem de alguns privilégios. O horário da prova é um deles. Em conjunto com a categoria, os canais chegam a um acordo sobre o novo horário em que a corrida seguirá, dependendo da grade de programação. Em boa parte dos casos, se a prova originalmente é transmitida pela TV aberta, ela acaba indo para o canal a cabo correspondente, da Fox para o Fox Sports, da NBC para a NBCSN ou até 2014, da ABC para a ESPN;

- Índices de audiência: o número de pessoas que prestigiam o evento é muito importante para as emissoras, principalmente no momento de vender cotas de patrocínio. Cálculos e mais cálculos são realizados para se chegar a um número mágico sobre o valor de cada inserção comercial de 30 segundos durante uma prova. Para isso, para se saber as médias dos "ratings" as provas que são prejudicadas pelo mau tempo são excluídas do cálculo, para que o retrato fiel de como foi a procura do público não fique prejudicado;

- Amarela de competição: não é somente o público e a TV que têm suas rotinas mudadas. A estratégia de corrida se altera pelas condições da pista "lavada" pela chuva. A NASCAR atribui uma bandeira amarela de competição, sempre nas primeiras voltas, para que pilotos possam fazer os ajustes iniciais, depois de "sentir" a pista. O detalhe é que o piloto até pode fazer um pit stop antes da paralisação, mas não pode reabastecer até que a amarela mandatória seja acionada.

Por esses e outros motivos a NASCAR faz de tudo para que uma prova seja realizada no mesmo dia, mesmo que a atração se estenda na grade de programação das TVs no dia, afim de respeitar o público presente e atrapalhar menos possível o processo logístico das equipes.

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