Porsche Cup: Mudança nos freios agita etapa do Velocitta

Com ABS desabilitado, pilotos tiveram de trabalhar mais a sensibilidade nas frenagens e a quantidade de ultrapassagens no último final de semana foi maior que a da primeira etapa, em Goiânia

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A estreia dos novos Porsche 992 na primeira etapa, em Goiânia, teve muitas disputas e altíssimas velocidades; o número de ultrapassagens, no entanto, não foi tão grande como nas corridas da Sprint Challenge. E isso se deve à configuração dos novos carros, com freios muito mais eficientes, e com os quais os pilotos reduziam a velocidade praticamente na entrada das curvas, tornando as ultrapassagens mais difíceis de serem realizadas.

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Contudo, a segunda etapa da temporada, realizada no último final de semana no Velocitta, em Mogi Guaçu (SP), teve muitas disputas e manobras de troca de posição. O traçado de 3.443 metros, exigente com os freios, é conhecido por ser difícil de ultrapassar por causa de suas 12 curvas e retas não tão longas como as de Goiânia e Interlagos, por exemplo. Apesar disso, as corridas disputadas sábado (23) e domingo (24) foram as mais empolgantes até agora.

A causa por trás da agitação das disputas foi a ausência do sistema ABS, que evita o travamento das rodas nas frenagens. Em alinhamento com a proposta da Porsche SuperCup internacional, principal divisão da marca, a categoria brasileira também optou por desabilitar o anti-travamento na etapa do Velocitta. E a medida trouxe corridas bem mais disputadas.

“Sem o ABS, o piloto precisa dosar a força no pedal do freio e encontrar o limite entre a eficiência máxima da frenagem que as condições permitem sem que haja o travamento das rodas. É uma linha muito tênue, e que aumenta o trabalho do piloto, que está em alta velocidade tentando melhorar seu tempo de volta, ou buscando uma ultrapassagem ou até mesmo tentando se defender de um adversário. Tirar o ABS reduz tudo à sensibilidade do piloto”, destacou Ronaldo Chremonezi, gerente de Engenharia de Produto da Fremax, fornecedora dos discos de freio da Porsche Cup desde 2008.

“Se puder escolher, eu voto para continuarmos sem o ABS”, destacou Alceu Feldmann, vencedor da corrida de domingo, que teve Marçal Muller em segundo e Enzo Elias – vencedor de sábado – em terceiro.

“O ABS deixa o carro mais prazeroso de pilotar. É mais fácil ir ao limite do carro, mas acaba viciando o piloto. Quando o ABS é desabilitado, você já não tem mais a segurança de que as rodas não vão travar – a garantia passa a ser a sensibilidade do piloto - e isso possibilita mais erros, mais ultrapassagens e deixa as corridas mais emocionantes”, disse Werner Neugebauer.

Acompanhando a evolução dos carros, os discos Fremax também trazem evolução nas galerias de ventilação que aliadas ao alto desempenho da liga Carbon+ para competição, garante uma excelente dissipação de calor e resistência mecânica, suportando assim todas as solicitações das frenagens de alta energia que a categoria exige.

Veja como foi

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