Stock Car: pista do Velocitta deve exigir mais dos freios

No circuito do interior paulista, pilotos passam 25% do tempo de volta freando

Stock Car: pista do Velocitta deve exigir mais dos freios
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O interior de São Paulo vai receber a quarta etapa da temporada 2022 da Stock Car Pro Series. O Autódromo do Velocitta, em Mogi Guaçu (SP), será o palco das disputas e reserva grandes emoções para os fãs, em uma pista na qual os freios desempenham papel fundamental nas disputas, por se tratar do traçado em que eles são usados por mais tempo – cerca de 25% do tempo de volta, ou algo em torno de 22 segundos.

O circuito do interior paulista é um dos que mais exige do sistema de freios no atual calendário. A pista do Velocitta, considerada das mais travadas da temporada, tem como freada mais forte na aproximação para a curva 1, no final da reta principal e uma freada em descida, para a sequência do “saca-rolhas”, uma seção que traz uma sequência de três curvas – esquerda-direita-esquerda – em um acentuado declive.

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Como há pouco espaço e tempo para que as rodas recebam para o resfriamento do sistema de freios, a temperatura é um fator determinante na pilotagem, especialmente quando os carros andam muito próximos uns dos outros. No entanto, as pastilhas de freio chegam a suportar temperaturas de até 840°C, enquanto os discos aguentam temperaturas constantes de até 720°C.

Para adicionar mais tempero à equação, a previsão do tempo aponta boa possibilidade de chuva para o domingo da disputa da quarta etapa. De acordo com os prognósticos, as temperaturas devem variar entre 14°C e 26°C, com 80% de chance de chuva no período da manhã.

 

Na temporada passada, o Velocitta recebeu a Stock Car em dois finais de semana, para as etapas 3, 4 e 10. Pela terceira etapa, o pole position foi Ricardo Zonta, com Gabriel Casagrande vencendo a primeira prova da etapa e Lucas Foresti vencendo a corrida 2. No mesmo fim de semana, mas pela quarta etapa, o pole position foi Rubens Barrichello, que também venceu a primeira corrida da etapa. Ricardo Zonta foi o vencedor da segunda prova. Na segunda data, valendo pela 10ª etapa, o pole position foi Guilherme Salas, que também venceu a primeira prova e Thiago Camilo triunfou na segunda corrida.

"O Velocitta é uma pista muito linda, gosto muito do circuito. Tem muitas curvas; o piloto praticamente não relaxa em nenhum momento, está todo o tempo focado em fazer as curvas. A frenagem mais importante é na curva 1, ao final da reta principal, que é o ponto de maior velocidade, onde se freia muito, e antes da chicane na reta oposta, que é uma reta em descida, que se desce freando, e dobrando um pouco à esquerda para a segunda perna do S da chicane. São dois pontos muito importantes para uma volta rápida. Para a corrida, é uma pista que exige muito dos freios, porque se freia muito, e estando atrás de outro carro há que se tomar cuidado com a temperatura dos freios", disse o argentino Matías Rossi.

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