ANÁLISE: As corridas podem se encaixar na proposta da Red Bull de "corrida coringa" na F1

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ANÁLISE: As corridas podem se encaixar na proposta da Red Bull de "corrida coringa" na F1
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Após o GP de Mugello, Christian Horner sugeriu à F1 deixar um espaço aberto e rotativo no calendário para pistas que não integram o cronograma

Com o impacto da pandemia da Covid, a Fórmula 1 precisou usar a criatividade para fazer a temporada mais completa possível, trazendo novidades e retorno de pistas ao calendário que eram desejo antigos dos fãs.

Enquanto pistas tradicionais como Monza, Silverstone e Spa continuam recebendo corridas, também vimos a estreia de Mugello e ainda teremos o retorno de Turquia e Nurburgring. E o sucesso do GP da Toscana destacou como que a F1 pode ser injetada com frescor quando há novidades no calendário, em vez de apostar na mesma programação ano após ano.

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Por isso, o chefe da Red Bull, Christian Horner, defendeu recentemente que a F1 deveria aprender com o entusiasmo criado por equipe e fãs com esse novo calendário, sugerindo que o Mundial abrisse um espaço "livre" para o futuro.

"É ótimo que a F1 esteja indo a essas pistas diferentes, e temos mais por vir, como Istambul e Ímola", disse Horner durante o fim de semana em Mugello.

"Isso mantém em aberto a competição por uma das 22 vagas no calendário, e acho que seria ótimo ter algum tipo de corrida convidada uma vez por ano para visitar esses locais".

George Russell, da Williams, concorda com essa visão, reconhecendo que a F1 se beneficiaria de desafios diferentes a cada ano.

"É um bom trabalho da F1 nos dar essa oportunidade", disse. "Talvez precisamos fazer isso mais vezes. Talvez umas duas corridas coringas por ano".

Enquanto algumas pistas como Mugello e Portimão teriam dificuldades para encontrar uma vaga regular no calendário por causa das taxas, a ideia de uma corrida extra rotacional não seria impossível.

Além disso, não faltam pistas com licença Grau 1 da FIA, que seriam adições perfeitas ao calendário. Claro, algumas adições de 2020 como Ímola e Nurburgring seriam perfeitas para retornos ocasionais, mas há outras esquecidas que seriam perfeitas também.

Sepang

Lewis Hamilton, Mercedes-Benz F1 W08 leads at the start of the race

Lewis Hamilton, Mercedes-Benz F1 W08 leads at the start of the race

Photo by: Sutton Images

A última vez que a Malásia recebeu a F1 foi em 2017, em Sepang, um circuito que sempre está entre os favoritos de pilotos e fãs. O local ainda recebe a MotoGP e só se afastou da F1 porque as taxas estavam exorbitantes comparado com o dinheiro que recebia com a venda de ingressos.

Estoril

Ayrton Senna, Lotus 97T leads at the start

Ayrton Senna, Lotus 97T leads at the start

Photo by: Motorsport Images

Enquanto Portimão receberá o GP de Portugal em 2020, sua casa anteriormente era Estoril, próximo de Lisboa. O circuito recebeu a F1 entre 1984 e 1996 e viu grandes momentos da F1, como a primeira vitória de Ayrton Senna em 1985, a desclassificação de Nigel Mansell em 1989 e a ultrapassagem de Jacques Villeneuve em cima de Michael Schumacher por fora na última curva em 1996.

Jerez

Michael Schumacher, Ferrari F310B turned into Jacques Villeneuve, Williams FW19 Renault at the Curva Dry Sack

Michael Schumacher, Ferrari F310B turned into Jacques Villeneuve, Williams FW19 Renault at the Curva Dry Sack

Photo by: Motorsport Images

Jerez é mais conhecida hoje pela MotoGP, mas já teve seus dias na F1. A primeira prova, em 1986, é lembrada pela disputa final entre Nigel Mansell e Ayrton Senna, além do final da temporada de 1997 e a famosa colisão entre Villeneuve e Schumacher.

Fuji

Robert Kubica, BMW Sauber F1.08

Robert Kubica, BMW Sauber F1.08

Photo by: Sutton Images

Enquanto Suzuka se confirmou como a sede do GP do Japão, Fuji também teve grandes momentos na F1, como em 1976, a decisão do título entre Niki Lauda e James Hunt, além dos GPs de 2007 e 2008.

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Categoria Fórmula 1
Autor Jonathan Noble