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Após ver críticas de Hamilton na Austrália, Hulkenberg cobra exemplos de piloto da Mercedes

Alemão observou que Lewis Hamilton poderia fazer mais nestes tempos difíceis, não apenas pela Fórmula 1, mas pelo mundo

Lewis Hamilton, Mercedes-AMG Petronas F1, in the press conference

Mark Sutton / Motorsport Images

Lewis Hamilton criticou os comandantes da F1 por estarem prestes a realizar o GP da Austrália, mesmo com a crise do coronavírus, que estava apenas começando em muitos países.

O inglês recebeu muitos elogios pelas declarações, mas uma declaração em particular, "Money is King" ("Dinheiro manda") em resposta à pergunta sobre por que a Fórmula 1 estava em Melbourne, foi uma frase que Nico Hulkenberg acredita que deveria ter um novo significado.

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O ex-piloto da Renault crê que seu ex-rival da Mercedes agora tem a oportunidade de colocar suas palavras em ação, depois que os primeiros pilotos de Fórmula 1 já desistiram de parte de seu salário.

"É fácil eu fazer um comentário agora, é claro, porque não estou envolvido", disse Hulkenberg em uma entrevista ao Auto motor und sport. O alemão estava sob contrato com a Renault até o final de 2019 e está de fora do grid de 2020.

"Acho que os pilotos precisam apoiar suas equipes, especialmente nos momentos em que as empresas precisam lutar por seus meios de subsistência", explicou.

"Os jogadores de futebol também estão cortando parte de seus salários. Isso é mais justo com as pessoas que ganham salários, que têm que pagar uma casa. Aqueles que ganham mais, têm mais para se proteger, também devem ser mais generosos. Agora, os pilotos também são obrigados", afirmou o alemão.

"Com seu ‘dinheiro governa o mundo', Lewis pode ensinar uma lição", concluiu o ex-piloto de Fórmula 1 em uma frase direta ao hexacampeão mundial.

A saga do GP da Austrália está no histórico da crise do coronavírus no esporte a motor pelo mundo, confira:

Uma das primeiras aparições do coronavírus no esporte a motor veio com o adiamento da etapa de Sanya, da Fórmula E.
A Fórmula 1 adiou o GP da China pelo mesmo motivo.
Com o crescente aumento de casos do Covid-19, o GP do Bahrein chegou a ser confirmado, mas sem presença de público.
A MotoGP, a maior categoria das duas rodas do mundo, chegou a realizar a primeira etapa no Catar, mas apenas com a Moto2 e Moto3.
Mais tarde, as etapas da Tailândia, Estados Unidos, Argentina, Espanha e França também foram suspensas, com adiamento
No início de abril, a MotoGP confirmou também o adiamento dos GPs da Itália e da Catalunha, dois dos países mais afetados pela pandemia, além do GP da Alemanha. A etapa da Holanda, em 28 de junho, é, atualmente, a primeira etapa do ano
A Fórmula E anunciou a suspensão da temporada por dois meses: os ePrix de Paris e Seul foram adiados.
Em abril, a Fórmula E confirmou a extensão da paralisação do campeonato até o final de junho e o adiamento do ePrix de Berlim. As provas de Nova York e Londres se tornaram dúvidas
O GP da Austrália de F1 estava previsto para acontecer, com presença de público e tudo.
Um funcionário da McLaren testou positivo para o Covid-19 e a equipe decidiu não participar do evento.
Lewis Hamilton criticou a decisão da categoria, dizendo que era chocante todos estarem ali para fazer uma corrida em meio à crise do coronavírus.
Após braço de ferro político entre equipes e categoria, a decisão de cancelar o GP da Austrália veio faltando cerca de três horas para a entrada do primeiro carro na pista para o primeiro treino livre.
Pouco tempo depois, os GPs do Bahrein e Vietnã também foram adiados.
Os GPs da Holanda e Espanha também foram postergados.
Uma das jóias da Tríplice Coroa, o GP de Mônaco, foi cancelado. Poucos dias depois, o GP do Azerbaijão também foi adiado
O GP do Canadá também teve seu adiamento confirmado no início de abril. Agora, o GP da França é o primeiro do calendário, e está marcado para 28 de junho
Para atenuar os efeitos de tantas mudanças no calendário, a F1 decidiu antecipar as férias de verão.
Além disso, FIA e F1 concordaram em introduzir o novo pacote de regulamentos que entrariam no próximo ano, a partir de 2022. Mas, segundo Christian Horner, há um movimento para adiar em mais um ano, para 2023, em preparação ao impacto que o Covid-19 terá na economia mundial
Acompanhando a F1, a F2 e F3 também anunciaram suas primeiras provas como adiadas.
Outras categorias e provas nobres do calendário do automobilismo mundial também foram prejudicadas pelo coronavírus.
As 24 Horas de Le Mans foi adiada para 19 de setembro.
A etapa conjunta entre WEC e IMSA em Sebring foi cancelada e o WEC revisou seu calendário, jogando o final da temporada para novembro de 2020, com a próxima temporada iniciando apenas a partir de março de 2021
O tradicional TT da Ilha de Man foi cancelado.
A Indy suspendeu as primeiras corridas em St Pete, Alabama, Long Beach e Austin.
Na teoria, o campeonato começa no dia 6 de junho, no Texas. O circuito misto do Indianápolis Motor Speedway abrigará duas corridas, a primeira no dia 4 de julho e a segunda em 3 de outubro. Laguna Seca também ganhou uma rodada dupla e St. Pete deve fechar a temporada, ainda sem data
As 500 Milhas de Indianápolis será no dia 23 de agosto.
Na NASCAR, a maior categoria do automobilismo dos EUA, foram realizadas as primeiras quatro provas, mas as atividades devem voltar apenas no fim de maio, em Charlotte.
No Brasil, a CBA suspendeu as atividades no país por tempo indeterminado.
A Stock teve que adiar a abertura do campeonato, com a Corrida de Duplas. Etapas do Velopark e Londrina também foram adiadas.
A Porsche Cup realizou apenas sua primeira etapa em Interlagos e aguarda novas diretrizes para retomar o campeonato.
Endurance Brasil, Copa Truck, entre outras competições, também estão paralisadas.
Uma saída encontrada pelos campeonatos durante esse período de paralisações foi a realização de eventos virtuais. Fórmula 1, Indy, NASCAR, MotoGP, entre outros, estão organizando campeonatos para animar os fãs nesse período de quarentena
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