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Audiência virtual sobre autódromo do RJ é marcada para 7 de agosto

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Audiência virtual sobre autódromo do RJ é marcada para 7 de agosto
23 de jul de 2020 12:53

Necessária para prosseguimento do projeto de levar F1 ao Rio, reunião serve para apresentação de estudo de impacto ambiental e havia sido suspensa

O Diário Oficial do Rio de Janeiro publicou nesta quinta-feira autorização para a realização de uma audiência pública virtual sobre a construção de um autódromo na cidade. A reunião ocorre no dia 7 de agosto, às 19h, e é essencial para o projeto de levar a Fórmula 1 ao Rio.

Obrigatória por lei e necessária para o prosseguimento da 'candidatura' carioca à realização do GP do Brasil de F1, a audiência discutirá impactos ambientais da obra no terreno cedido pelo Exército na Floresta do Camboatá, em Deodoro, Zona Norte. Uma liminar obtida pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) impedia a audiência, mas foi derrubada na última semana pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli.

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A assinatura do contrato entre a prefeitura da capital e o consórcio Rio Motorsports, responsável pelo projeto, depende da aprovação de um estudo de impacto ambiental (EIA-Rima). Este seria apresentado em março em audiência pública, que foi suspensa devido à pandemia do novo coronavírus. Uma nova audiência pública virtual chegou a ser marcada, esta suspensa pela liminar do MP-RJ.

O projeto enfrenta resistência de grupos ambientalistas e políticos contrários à utilização do terreno de Deodoro. Há questionamentos sobre as consequências da obra no ecossistema da Floresta do Camboatá, onde deve ser construído o circuito. A Rio Motorsports alega que compensará o impacto da construção com ações como o replantio de 700 mil árvores, a reutilização de água e políticas de neutralização de carbono.

Rio de Janeiro busca desbancar São Paulo como sede do GP do Brasil de F1

Desde o ano passado, as duas cidades travam uma disputa para receber a etapa brasileira da F1 no futuro. Embora a capital paulista já tenha um autódromo pronto e bastante popular (Interlagos), falta à 'candidatura' paulistana o aporte financeiro que os cariocas dizem ter.

Por mais que tenha contrato para mais um GP em 2020 - a realização da etapa ainda não está confirmada em função do coronavírus -, São Paulo tem o 'ônus' de ser uma das duas provas da F1, junto de Mônaco, que não pagam taxa para a categoria para sediar uma corrida.

Os promotores da etapa de Interlagos querem uma renovação de longo prazo com a F1. Porém, enfrentam a concorrência fluminense, que tem exclusividade de negociação com a Liberty Media, dona da categoria, no presente momento. O Rio teria oferecido cerca de US$ 65 milhões (R$ 353 milhões). Já São Paulo teria feito proposta de US$ 20 milhões (R$ 109 milhões). Segundo o jornal Estadão, os cariocas estariam perto de desbancar os paulistas.

Presidente Bolsonaro quer F1 no Rio

O projeto de levar a F1 para o Rio tem forte apoio político do presidente. O mandatário é paulista, mas fez sua carreira política no Rio e um de seus filhos, Flávio Bolsonaro, é senador pelo estado. Outro herdeiro de Jair, Carlos Bolsonaro é vereador na capital. Todos já defenderam publicamente a construção do autódromo em Deodoro. A iniciativa também tem contrato para receber a MotoGP em 2022, mas as obras ainda parecem longe de começar.

De todo modo, a Secretaria de Esporte do Rio de Janeiro aprovou, em novembro, o projeto para a realização da prova por dez anos na na capital, autorizando captação de R$ 302 milhões em incentivos fiscais para o GP do Brasil de F1 em 2021 e 2022.

Seriam R$ 151 milhões por evento, mas, como o valor começará a ser pago antes, não haverá estouro do limite de R$ 138 milhões anuais previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O valor será investido para pagar parte da taxa à Liberty Media para a realização da prova.

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