Barrichello revela grande surpresa com série da Brawn: “Isso eu nunca soube”

Piloto aprovou – e com louvor – produção que conta a história da equipe que surpreendeu o mundo da F1 em 2009

Brawn GP group picture, Ruben Barrichello, Brawn GP

Brawn GP group picture, Ruben Barrichello, Brawn GP

Hazrin Yeob Men Shah

Em 15 de novembro, estreou no serviço de streaming Star+ a série documental 'Brawn: The Impossible Formula 1 Story' (Brawn: A História Impossível da Fórmula 1), que, como o título sugere, mostra em detalhes como foi a temporada de 2009, ano em que a Brawn GP assombrou o mundo do automobilismo, sendo uma das maiores 'zebras' da história da categoria.

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A produção, que tem como entrevistador o ator Keanu Reeves, traz os depoimentos dos principais personagens daquele ano, incluindo, naturalmente, Rubens Barrichello, um dos pilotos da equipe.

Rubinho, que está em Cascavel para a penúltima etapa da temporada de 2023 da Stock Car, falou com exclusividade ao Motorsport.com sobre suas impressões da produção. O piloto, responsável pela última vitória brasileira na F1 pela equipe de Brackley, aprovou a série! E com louvor...

“Eu curti bastante, porque não tinha uma expectativa tão alta. Quando eles entraram em contato comigo, era para falar do ano da Brawn como um todo e tal, só que eles cobriram quase todos os pontos. E depois, foram colocados aqueles assuntos que basicamente a gente viu.”

“Mas eu, por exemplo, fiquei de cara com o fato de quem realmente criou o difusor foi um japonês (Masayuki Minagawa) júnior [entre os engenheiros]. Isso eu nunca soube, porque era uma época que eu ainda estava conversando com eles, não tinha nada acertado, e isso passou batido.”

“Então, acho isso muito legal, porque mostra que com todas as situações as pessoas deram o devido valor para quem realmente teve a mão no carro. Adorei ver. É uma série que quem viu o primeiro episódio emenda todos os outros de uma vez.”

Além da série como um todo, Rubinho se surpreendeu positivamente com Keanu Reeves, que apresenta e entrevista os personagens.

“Ele mostrou o seu lado super preparado com os textos e com as perguntas, então, quando eu respondia alguma coisa, ele tinha conhecimento, ele estudou todo o caso, acho que isso mostra o grande ator que é e a preparação para tudo isso.”

“E depois, ele passou dois dias conosco, eu perguntei ‘quer fazer o percurso que eu faço, os lugares que eu vou, quer comer uma carne?’, então, ele foi muito simpático, esteve conosco por 48 horas no Brasil e adorou.”

Ecclestone, sempre ele

Uma das passagens mais polêmicas da série é a declaração de Bernie Ecclestone, chefão da categoria na época, que 'deixou no ar' um possível favorecimento da Brawn a Button. Neste ponto, Barrichello preferiu não opinar se concordava ou discordava do antigo mandatário.

“Isso vai me trazer polêmica se eu fizer algum comentário, então, para mim, deixa lá. No final, o que eu desejo é que a gente, com qualquer atleta brasileiro, não só no automobilismo, não espere que ele morra para ter alguma situação, ‘ah, podia ter sido isso, podia ter sido aquilo’.”

“O julgamento acontece de qualquer forma e nós somos craques nisso. Eu já ouvi muita coisa sendo falada e a minha opinião, que eu passo aos meus filhos, é a seguinte: se você tem condição de fazer tão bem quanto, e você sabe da história na raiz, você pode ter uma opinião.”

“Se você não sabe da história na raiz e você não tem a mínima aptidão para dar uma paralela numa final de Roland Garros, você não pode opinar com o teu julgamento no que o Guga faz.”

“Acho que a gente acaba desvendando muita coisa que 50% vai pra um lado, 50% pro outro e muito da minha época, o Brasil não é tão mais assim, era muito furo de reportagem, informações que não eram verídicas.”

“Acho muito importante a gente ir a fundo, não opinar porque alguém te trouxe uma história, porque às vezes a gente está propagando algo que não é verdadeiro.

“Então, nisso, os meus filhos, na minha opinião, foram bem preparados para poder ter uma vida em que a gente não julgue sem a gente ter a certeza.”

“Eu tenho muito orgulho de tudo aquilo que eu conquistei, de tudo aquilo que eu fiz, sei muito bem o meu papel.”

“A gente não pode esperar morrer para depois falar que o cara fez isso, fez aquilo. Acho que a gente deveria comemorar em vida o que a pessoa tentou conquistar ou conquistou.”

“A gente vê hoje, o [Felipe] Drugovich fez o segundo tempo [no primeiro treino livre para o GP de Abu Dhabi de F1], no dia de hoje. Então, hoje a gente está falando bem. Aí amanhã ele não aparece, a gente não fala bem, por quê? Ele foi segundo lá naquele treino maravilhoso, da forma como ele fez. Acho que a gente tem que se reeducar quanto a isso”, completou Rubens Barrichello.

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