Entenda nova regra de pit stop na F1, o que muda na prática e equipes afetadas

Categoria anunciou mudanças nos procedimentos de trocas de pneus, com tempo mínimo entre ações, a partir do GP da Bélgica, apesar de não ter havido corrida

Entenda nova regra de pit stop na F1, o que muda na prática e equipes afetadas

Qual é a nova regra de pitstop e o que ela fará?

A nova regra para pit stops - emitida por uma diretriz técnica - visa diminuir a velocidade das paradas nos boxes na Fórmula 1. Definindo limites sobre a rapidez com que diferentes partes do processo podem ser concluídas.

Certas ações não podem acontecer mais rápido do que 0s15, enquanto o tempo mínimo entre as pistolas de ar saírem das rodas e a luz verde agora é de 0s2. A regra foi anunciada em junho e estava originalmente planejada para entrar em prática a partir do GP da Hungria, mas foi adiada para a Bélgica.

Por que está sendo introduzida?

Com os pit stops ficando cada vez mais rápidos, a FIA introduziu a regra para tentar reduzir o risco associado a erros ou rodas soltas e evitar que as equipes usem sistemas ativos para controlar os elementos das paradas.

Embora as equipes geralmente consigam impedir que os carros saiam dos boxes antes que as rodas estejam completamente presas, houve ocasiões em que uma solta causou estragos.

O GP da Áustria de 2020 viu Kimi Raikkonen abandonar de forma dramática quando sua roda saiu de seu carro durante uma reinicialização do safety car, enquanto os dois carros da Haas se retiraram do Grande Prêmio da Austrália de 2018 após problemas de pit stop.

Romain Grosjean, Haas F1 Team VF-18 pitstop

Romain Grosjean, Haas F1 Team VF-18 pitstop

Photo by: Sutton Images

Outro incidente envolvendo o finlandês ocorreu durante o GP do Bahrein de 2018. Um erro durante sua parada o sinalizou com a luz verde, apesar de haver um mecânico parado na frente de sua roda traseira esquerda. Raikkonen disparou e atropelou a perna do mecânico, quebrando-a no processo.

Um incidente envolvendo alguém de fora do pessoal de uma equipe ocorreu durante a etapa da Alemanha de 2013.

O piloto da Red Bull, Mark Webber, foi liberado com uma roda solta e, ao sair dos boxes, ela se soltou e quicou no pit lane, por pouco não atingindo os mecânicos das garagens vizinhas, e atingiu um cinegrafista desavisado nas costas. A força do pneu o derrubou, jogou-o no chão e resultou em um ombro quebrado e costelas quebradas.

Quais equipes isso afetará mais?

Como a regra visa desacelerar os pit stops, as equipes com as paradas mais rápidas serão mais afetados.

A Red Bull teve facilmente as trocas mais rápidas em 2021, marcando cinco de menos de dois segundos até agora. Eles também tiveram a melhor em oito das 11 corridas de 2021 (com Mercedes, Aston Martin e Williams levando uma cada).

Embora a Mercedes tem o segundo pit stop mais rápido em média, é quase um quarto de segundo mais lento que a da rival austríaca, que é a única equipe a quebrar a barreira dos dois segundos. É altamente provável que eles sejam os mais afetados pela mudança.

Max Verstappen, Red Bull Racing RB16B, makes a pit stop

Max Verstappen, Red Bull Racing RB16B, makes a pit stop

Photo by: Andy Hone / Motorsport Images

Como as equipes reagiram a isso?

Christian Horner e a Red Bull em geral, sem surpresa, se manifestaram contra a nova regra. O chefe da escuderia disse que "F1 é inovação e competição. Ver pitstops abaixo de dois segundos é um feito notável e devemos encorajá-lo, não tentar controlá-lo, caso contrário, onde isso para?"

Já o conselheiro alegou que a Mercedes estava por trás da mudança: "Estão nervosos e tentando para nos atrasar. Primeiro tivemos a asa traseira e agora eles rotularam nosso equipamento de pit stop como ilegal."

Falando em junho, o mandatário da montadora alemã na F1, Toto Wolff, disse que, embora eles não tenham pedido ativamente que a Red Bull fosse investigada, requisitaram esclarecimentos sobre os pit stops.

"Perguntamos à FIA sobre um mecanismo de segurança, que está relacionado a um sistema que estávamos usando, e se isso poderia ser otimizado. Isso aconteceu, eu diria três ou quatro semanas atrás. Era uma questão de tecnologia."

"Então, isso desencadeou mais alguma coisa? Pode ser. Eu não sei, mas esta é a pergunta que fizemos."

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