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F1 confirma uso de combustíveis sustentáveis em 2021 mirando neutralizar emissões de carbono

Anúncio faz parte da luta da categoria para eliminar as emissões de carbono até 2030

Ferrari Shell track lab

A Fórmula 1 continua sua busca por um esporte mais sustentável, agredindo menos o meio ambiente ao neutralizar as emissões de CO2. A categoria confirmou nesta quinta (17) mais um passo desse trajeto: a adoção de um combustível sustentável a partir de 2021.

A F1 já vinha afirmando nos últimos anos um compromisso por um esporte mais sustentável, se unindo a uma proposta da FIA e, com o objetivo se zerar suas emissões de carbono até o final da década, as primeiras mudanças serão vistas já a partir da próxima temporada.

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A mudança foi aprovada na reunião da Comissão Mundial do Esporte a Motor da FIA, sendo um trabalho em conjunto com os esforços da Organização das Nações Unidas e o Comitê Olímpico Internacional para tornar o mundo esportivo mais sustentável, seguindo o que foi ditado pelo Acordo de Paris, tratado ambiental assinado em 2016.

As montadoras responsáveis pelas produções das unidades de potência da categoria (Mercedes, Ferrari, Honda e Renault) começaram a receber os primeiros insumos do combustível, para o desenvolvimento já para o próximo ano. A ideia por trás da novidade é que a F1 sirva como um laboratório para a tecnologia, visando uma adoção mais ampla em outras categorias chanceladas pela Federação.

Mas a F1 não quer ficar apenas nos combustíveis, visando outras iniciativas que devem ser introduzidas no esporte nos próximos anos, como a medição da pegada de carbono das equipes e aplicação de outras tecnologias sustentáveis.

No momento, a F1 segue usando gasolina nos motores, e já considera também o uso de combustíveis sintéticos para o futuro. Por outro lado, a Indy, que ainda não utiliza motores híbridos como a F1, já usa o etanol.

O presidente da FIA, Jean Todt, afirmou que a mudança representa um novo passo para a F1.

"A FIA assume a responsabilidade de liderar o esporte a motor e a mobilidade em direção a um futuro de baixa emissão de carbono para reduzir os impactos ambientais de nossos eventos, contribuindo para um planeta mais verde".

"Ao desenvolver combustíveis sustentáveis a partir de resíduos biológicos que podem alimentar a F1, estamos dando um pontapé inicial".

Alvo de muitas críticas devido à sua tecnologia complexa e alto custo de desenvolvimento, o modelo atual de motores híbridos seguirão em vigor até 2026, mas a categoria já deixou claro que seguirá comprometida com o formato híbrido no futuro, com modificações levando em consideração as visões das equipes.

Mesmo com a mudança no futuro, Ross Brawn, diretor esportivo da F1, afirmou que o modelo atual deve passar por alterações já em 2021.

"A F1 serve há muito como plataforma para a introdução de avanços no mundo automotivo. Nossa prioridade atual na luta pela sustentabilidade é a construção de um roteiro para motor híbrido que reduza as emissões e crie um benefício real para os modelos de rua. Acreditamos que isso é possível de ser feito com um motor que combine a tecnologia híbrida e combustíveis sustentáveis".

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