F1- Corridas sprint: entenda como o novo formato de fim de semana irá funcionar

Etapa de Silverstone será a primeira a receber a prova de 100 km

F1- Corridas sprint: entenda como o novo formato de fim de semana irá funcionar

As corridas de sprint de classificação foram confirmadas para três corridas na temporada de 2021 da Fórmula 1, mas o que são e como vão funcionar?

O que é uma corrida sprint e e por que estão vindo para a F1?

Uma corrida sprint é essencialmente uma versão abreviada de uma normal, ocorrendo em uma distância menor. Elas são usadas em muitas outras categorias. Na Fórmula 2, a corrida sprint é de 120 km e as provas principais cobrem 170 km, embora geralmente não sejam menos emocionantes.

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A razão pela qual elas estão vindo para a F1 é aumentar a emoção de todo o fim de semana de GP. Há muito tempo que a categoria máxima do automobilismo busca fazer mudanças no formato tradicional de final de semana de corrida e, embora outras opções, como grid reverso, tenham sido consideradas, elas acabaram não sendo aprovadas.

Sergio Perez, Red Bull Racing RB16B

Sergio Perez, Red Bull Racing RB16B

Photo by: Glenn Dunbar / Motorsport Images

Como vai funcionar a corrida de classificação da F1?

As corridas classificatórias, ou sprint, serão disputadas ao longo de 100 km (abaixo dos 305 km usuais), e levarão cerca de 25-30 minutos. A ordem de largada para a corrida sprint será decidida por uma sessão de classificação tradicional na sexta-feira, enquanto os resultados da corrida no sábado irão determinar a ordem de largada para o GP de domingo.

Qual será o formato de fim de semana com corrida sprint?

Finais de semana com corridas sprint terão horários diferentes. As mudanças de sexta-feira significam que o novo formato para 2021 de duas sessões de treinos livres de uma hora - reduzido de duas sessões de 90 minutos usadas no ano passado - irá mudar para apenas uma única sessão de treinos de uma hora seguida pelo formato de classificação tradicional. 

No sábado, a sessão final de treinos livres de uma hora continua na parte da manhã, mas a classificação é substituída por uma corrida de curta distância. No entanto, o domingo continua o mesmo, com apenas o GP de F1 à tarde (ou à noite se for uma corrida noturna).

As corridas sprint em si serão realizadas ao longo de 100 km e não haverá pitstops obrigatórios, embora os pilotos possam entrar nos boxes se quiserem.

O formato do fim de semana com corrida sprint será:

  • Sexta-feira de manhã - 60 minutos de treino livre 1
  • Sexta-feira à tarde - sessões Q1, Q2, Q3 para ordenar o grid de largada para a corrida sprint
  • Sábado de manhã - 60 minutos de treino livre 2
  • Sábado à tarde - corrida sprint de 100 km
  • Domingo - GP de F1

Calendário da corrida na Inglaterra:

  • Sexta-feira
    • TL1: 10h30 - 11h30
    • Classificação: 14h00 - 15h00
  • Sábado
    • TL2: 08h00 - 09h00
    • Corrida Sprint: 12h30 - 13h
  • Domigo
    • Corrida: 11h

As regras sobre pneus também estão mudando. No primeiro treino de sexta-feira, cada piloto pode usar apenas dois jogos de pneus, enquanto a sessão classificatória de sexta-feira vai fornecer cinco jogos de pneus macios. Depois disso, as equipes usarão essas opções pelo resto do fim de semana:

  • Um jogo de pneus para a sessão de treinos de sábado - as equipes decidem qual composto
  • Um conjunto para a corrida sprint - as equipes decidem qual composto
  • Dois jogos de pneus restantes para o GP, com as escuderias podendo escolher qual composto começar

Três conjuntos de pneus de chuva e quatro jogos de pneus intermediários estarão disponíveis no início do evento. Se o TL1 ou a classificação ocorrer em condições de chuva, as equipes receberão um conjunto adicional de intermediários, mas devem retornar um conjunto intermediário usado antes da corrida sprint. Se chover na classificação sprint, as escuderias podem devolver um conjunto de chuva ou intermediários usados ​​depois - que será então substituído por um novo jogo de intermediários. Haverá um máximo de nove conjuntos de pneus chuva e intermediários no total.

Lance Stroll, Aston Martin AMR21, on the grid

Lance Stroll, Aston Martin AMR21, on the grid

Photo by: Zak Mauger / Motorsport Images

Quantas corridas sprint acontecerão?

Atualmente, há três corridas sprint planejadas para a temporada de 2021, a primeira das quais está programada para acontecer durante o GP da Grã-Bretanha, em Silverstone, no dia 17 de julho. Embora os locais da segunda e terceira corridas ainda não tenham sido anunciados, o entendimento é que haverá duas na Europa e uma em um evento fora. Com Silverstone confirmada como uma das corridas europeias, acredita-se que o GP da Itália, em setembro, será o anfitrião da outra classificação sprint europeia. Há rumores de que a terceira será o GP de São Paulo, no Brasil, em novembro.

Os pilotos e equipes marcarão pontos nas corridas sprint?

Os pontos serão atribuídos para a corrida sprint, mas apenas para os três primeiros colocados. O primeiro lugar ganha três pontos, o segundo ganha dois pontos e o terceiro obtém apenas um ponto. Ao contrário do GP no domingo, não haverá pódios nas sprint, no entanto, o vencedor receberá um troféu no parc fermé.

O que acontecerá se um piloto não terminar uma corrida sprint?

Embora não haja respostas claras para isso até que a FIA publique os regulamentos esportivos completos sobre a corrida sprint de classificação, uma suposição seria que um piloto que não terminasse a prova de curta distância teria que começar o GP na posição em que estaria ordenado na classificação final da sprint. Por exemplo, se um piloto não termina a corrida e é o primeiro a abandonar ou se ele não larga, ele começa o GP de domingo do final da grid.

Lando Norris, McLaren MCL35M, makes a pit stop

Lando Norris, McLaren MCL35M, makes a pit stop

Photo by: Glenn Dunbar / Motorsport Images

O que acontece se um carro for danificado?

Para compensar o custo das corridas sprint, um pacote no valor de cerca de US $ 500.000 (aproximadamente 2.629 milhões de reais) para os três eventos foi acordado com as equipes. Além deste pagamento, há também um esquema de compensação para os times que sofrerem danos durante a classificação sprint, o que deve garantir que um piloto que danifique seu carro no sábado ainda possa correr no domingo. Fora do aspecto monetário, as equipes terão que substituir as peças quebradas por peças iguais. Isso ocorre porque os monopostos entram nas condições do parc fermé - o ponto em que grandes mudanças não podem mais ser feitas - quando entram na classificação na sexta-feira.

As corridas sprint serão usadas no futuro na F1?

Não está claro se as corridas sprint de classificação continuarão além das três planejadas para a temporada de 2021. Se forem um sucesso, elas podem muito bem continuar em 2022 e além, embora a F1 não pretenda executá-las em todas as etapas. No entanto, há uma chance de que, se os pilotos, times ou fãs não gostarem do novo formato, elas podem ser abandonadas. 

Durante a temporada de 2016 da F1, por exemplo, o polêmico formato de “classificação de eliminação” - em que a cada 90 segundos de qualificação o carro mais lento era eliminado - foi abandonado após duas rodadas depois de uma reação dos pilotos, times e fãs.

O que os pilotos disseram sobre as corridas sprint?

A reação às corridas sprint de classificação tem sido amplamente positiva, com pilotos e equipes entusiasmados com o novo formato.

O heptacampeão mundial Lewis Hamilton disse que gosta “que eles estejam tendo a mente aberta e fazendo mudanças”, e espera que a categoria “aprenda muito sobre como podemos implementar corridas melhores”.

Charles Leclerc, da Ferrari, é bastante familiarizado com esse formato de corrida, tendo participado delas durante seu tempo na Fórmula 2. No Bahrain, em 2017, Leclerc optou por fazer os boxes durante a corrida, saindo do pitlane em 14º lugar a oito voltas do fim. Nas voltas restantes, ele avançou para a frente do pelotão, vencendo e criando uma das corridas sprint mais emocionantes.

O monegasco disse que está “muito feliz por estarmos tentando isso e é bom termos três GPs em que tentaremos”. Enquanto o estreante Mick Schumacher, que só deu o salto da F2 para a F1 este ano, conhece a dificuldade extra que a corrida vai trazer. 

“Acho que vai ser muito difícil para as equipes, principalmente se houver algum problema de confiabilidade ou até mesmo alguns acidentes ou algo assim, então isso vai ser muito difícil”.

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