F1: Desenvolvimento da Red Bull estaria próximo do limite de orçamento

Com implementação do teto de gastos, time pode ter atingido 75% do estipulado para este ano. Ferrari, com pouco progresso até aqui, deve ter margem para ‘contragolpe’

F1: Desenvolvimento da Red Bull estaria próximo do limite de orçamento
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“Precisamos de uma unidade de medida para avaliar o alcance das melhorias ao longo da temporada”. Isso é o que disse o chefão da Haas na Fórmula 1, Gunther Steiner, que sempre tem sido franco, e revelou uma grande cifra: US$ 10 milhões de dólares (cerca de R$ 50 milhões).

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Esse seria o valor médio dentro do orçamento que as escuderias poderiam investir na evolução de seus carros em 2022. Estamos falando de um ‘importante tesouro’, mesmo que seja um percentual baixo dentro do limite estipulado de US$ 140 milhões (cerca de R$ 700 milhões), sem contar os prêmios concedidos habitualmente pela FIA.

Obviamente, não há um teto de gastos para a questão de desenvolvimento, mas, dependendo das características de cada equipe, essa cifra pode variar e, alguns creem, que a barreira de US$ 10 milhões não será superada.

Portanto, é mais fácil entender as declarações do chefe da Ferrari, Mattia Binotto, no GP de Miami: “Sempre disse que deveríamos ter esperado cinco corridas para avaliar a competitividade dos carros. Agora que foram disputadas essas provas e estamos liderando os dois campeonatos, não deveríamos estar decepcionados, mas é claro que a Red Bull tem melhorado seu carro trazendo atualizações”, falou.

“Se olho as últimas duas corridas, eles tiraram uns dois décimos e vamos precisar de atualizações para termos melhoras. Também há um limite de orçamento e, em algum momento, a Red Bull vai precisar deixar de desenvolver, mas, nas próximas corridas, nós teremos de atualizar nossos carros”, completou.

A Ferrari terá melhorias importantes para o GP da Espanha para responder ao ritmo do RB18 de Max Verstappen e Sergio Pérez: “Em Barcelona poderemos ter um pacote importante, como sempre, espero que as novidades que serão introduzidas tenham o rendimento esperado e possam ser um bom empurrão para alcançar a Red Bull”, seguiu o chefão da Ferrari.

O dirigente prosseguiu na teoria de que não é uma questão de rendimento, mas uma melhor aplicação diante dos limites de gasto: “Não temos dinheiro suficiente para gastar e levar atualizações a cada corrida. Não é uma questão de capacidade, mas tudo depende do teto de orçamento. Temos que introduzir melhorias quando cremos que é o momento adequado”.

As equipes se marcam e se vigiam. Com a ‘lista de preços’ que a FIA definiu em seu regulamento financeiro, não é impossível contar o gasto com o desenvolvimento nos cinco primeiros GPs da temporada. Já tem quem fale que a Red Bull tenha superado US$ 7,5 milhões em desenvolvimento – 75% dos estimados US$ 10 mi. A Mercedes, inclusive, já teria chegado ao seu limite, a ponto de que as novidades que o time levará para Barcelona possa ser o último de maneira significativa.

Por sua vez, a Ferrari tem mantido um F1-75 similar ao que estreou no Bahrein. Só agora vão colocar na mesa uma série de novidades, não somente aerodinâmicas, que poderão permitir o seguir desafio técnico contra o pessoal de Milton Keynes. O importante é que todas as peças funcionem, pois não se pode desperdiçar dinheiro nessa F1 atual.

VÍDEO: A guerra de atualizações de Red Bull e Ferrari no GP da Espanha

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