F1: Entenda por que a Red Bull tem problema difícil de resolver com carro de 2022
Novo monoposto da equipe austríaca está acima do peso mínimo - teto orçamentário e resistências das rivais podem impedir solução
O peso mínimo para carros de Fórmula 1 aumentou acentuadamente em 2022, mas a Red Bull ainda luta para chegar perto disso. Ao longo dos anos, a medida para as máquinas da categoria aumentou notavelmente. Enquanto em 2009 - último ano com paradas para reabastecimento - os monopostos ainda estavam na casa 605 quilos. Em 2021, já tinham pelo menos 752.
No novo regulamento técnico, há outro ajuste, desta vez de 43. Assim, os novos carros pesarão no mínimo 795 quilos, em parte devido à mudança para rodas de 18 polegadas e requisitos de segurança aprimorados do chassi.
Essas mudanças tiveram um efeito indireto e tornaram os carros de F1 mais pesados em outras frentes também. Isso fez com que fosse difícil para muitas equipes se aproximarem do número mínimo, e não de uma maneira boa. É o caso da Red Bull, que atualmente tem um RB18 acima do peso.
"O único problema que temos é o peso", disse o conselheiro Helmut Marko ao Motorsport-Magazin. No entanto, ele ressalta que isso é o mesmo para a maioria dos times. "Graças a Deus, o peso mínimo já foi aumentado, mas ainda há muito trabalho a fazer antes da primeira corrida."
Chance de novo aumento é pequena
Max Verstappen, Red Bull Racing RB18
Photo by: Carl Bingham / Motorsport Images
Comparado à primeira versão do novo regulamento técnico, o peso mínimo já foi aumentado em mais vinte quilos, mas isso não parece ser suficiente para algumas equipes. De qualquer forma, a Red Bull espera que a medida seja estudada novamente e, com isso, uma mudança.
"Vamos ver se haverá outro aumento", disse Marko antes de as equipes se encontrarem em Barcelona para discutir este e outros assuntos.
A esperança da Red Bull de um novo aumento é reforçado por ela não está sozinha nesse problema. "Com exceção de um, todos estão lutando com esse problema", reiterou o conselheiro.
No entanto, as chances disso se concretizar parecem pequenas. Antes do início da temporada, oito das dez escuderias, mais a F1 e a FIA, devem concordar com uma proposta de mudança. Isso pode não ser um problema, pois vários tiveram o mesmo empecilho, mas alguns podem querer tirar proveito do contratempo da Red Bull.
Diz-se que a equipe austríaca tem os maiores problemas e, com a introdução do teto orçamentário, torna-se mais difícil de resolver do que antes. Portanto, algumas das outras, que também estão acima do peso mínimo, relutariam em aumentá-lo.
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