Fórmula 1 GP do Azerbaijão

F1 - Gasly pede que FIA intervenha para acabar com porpoising: "Nos salvar de ter que usar bengala com 30 anos"

"Não acho que a FIA deveria nos colocar em uma encruzilhada, tendo que escolher entre performance e saúde", disse o francês

Pierre Gasly, AlphaTauri AT03

Pierre Gasly se junta à lista de pilotos que pedem que a FIA intervenha para resolver a questão do porpoising, que vem afetando boa parte do grid da Fórmula 1 em 2022, para que a Federação "nos salve de ter que usar bengala com 30 anos".

A nova geração de carros da F1 marcou o retorno do efeito solo, exigindo que eles sejam colocados o mais próximo possível do chão. Isso resultou no fenômeno do porpoising, que faz com que os carros 'quiquem' sob alta velocidade, algo que impacta todo o paddock em diversos graus.

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Mas a discussão ganhou um novo patamar no GP do Azerbaijão, com a longa reta de 2,2km fazendo com que vários pilotos relatassem dores nas costas. Após Lewis Hamilton sair com dificuldades do carro, Toto Wolff pediu que a F1 encontrasse uma solução pensando no bem-estar dos pilotos.

Gasly, que foi o quinto colocado em Baku com a AlphaTauri, tendo seu melhor resultado do ano até aqui, admitiu que nunca tinha vivenciado uma corrida tão "brutal" em sua carreira na F1.

"Não é saudável, com certeza. Tive uma sessão de fisioterapia antes e depois de cada sessão, porque minha coluna vertebral está sofrendo. Você não tem uma suspensão. Isso atinge direto sua coluna".

"A equipe me pergunta se eles podem comprometer o ajuste, mas eu acabo comprometendo minha saúde pela performance. Sempre farei isso porque sou piloto, quero ter o carro mais rápido possível. Mas não acho que a FIA deveria nos colocar em uma encruzilhada, tendo que escolher entre performance e saúde".

Lewis Hamilton, Mercedes-AMG, in Parc Ferme

Lewis Hamilton, Mercedes-AMG, in Parc Ferme

Photo by: Mark Sutton / Motorsport Images

"Essa é a parte complicada. Claramente não é sustentável. Discutimos isso na reunião de pilotos e os alertamos desse problema, pedimos a eles uma solução, nos salvando de ter que usar uma bengala com 30 anos".

Hamilton disse após a corrida que o porpoising era tão sério que temia perder controle de seu carro pelas quicadas, enquanto George Russell disse que sofreu para acertar o ponto de frenagem. Gasly reconheceu o impacto que o fenômeno tem nos carros, com os espelhos "chacoalhando pra caramba", o que comprometia a visibilidade.

"De vez em quando, o carro se movia sozinho, porque o volante se mexe. Em tal velocidade, não é fácil. Não acho que teremos uma solução para este ano, mas com sorte para o próximo".

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