F1 - Horner "tira o chapéu" para Hamilton pela forma como lidou com derrota de 2021: "Dignidade e respeito"

"Dois pilotos e duas equipes que se elevaram a níveis que provavelmente não sabiam que tinham", disse

Red Bull Racing Team Principal Christian Horner shakes hands with second placed Lewis Hamilton, Mercedes

Red Bull Racing Team Principal Christian Horner shakes hands with second placed Lewis Hamilton, Mercedes

Getty Images / Red Bull Content Pool

A final da temporada de 2021 é, sem dúvidas, um dos momentos mais polêmicos da história da Fórmula 1, pela forma como a disputa pelo título entre Lewis Hamilton e Max Verstappen foi decidida. Mas o chefe da Red Bull, Christian Horner, elogiou a atitude do heptacampeão ao descer do carro, afirmando que "tira o chapéu" para Hamilton pela forma como lidou com a derrota.

Hamilton e Verstappen chegaram empatados à última corrida da temporada, em Abu Dhabi, criando o cenário perfeito para a decisão de uma temporada tensa. Ao longo da corrida, tudo parecia encaminhado para que o britânico conquistasse o inédito octacampeonato com certa tranquilidade.

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Mas um safety car tardio, causado por Nicholas Latifi mudou tudo. Enquanto a Mercedes manteve Hamilton na pista, a Red Bull levou Verstappen aos boxes para colocar pneus macios novos. Com a relargada na última volta acontecendo de forma polêmica, o britânico não teve como segurar o rival, que conquistou seu primeiro título na categoria.

Ao final da prova, um abalado Hamilton desceu do carro, cumprimentou Verstappen e participou da cerimônia do pódio antes de desaparecer por meses, retornando apenas próximo do começo da temporada de 2022.

"Eu senti a forma como Lewis lidou com a decepção após o fim da corrida, por isso tiro o chapéu para ele", disse Horner à Sky Sports. "Porque ele estava ainda mais decepcionado. Havia acabado de perder seu recorde mundial, mas se comportou com dignidade e respeito. Apertei sua mão na sala dos pilotos após a prova e ele teve a delicadeza de me dizer parabéns".

Para Horner, para além da questão do safety car, o grande erro da Mercedes foi "ser conservadora demais".

"Fala-se muito da última volta, mas a Mercedes entrou nessa corrida sendo mais rápidos que nós. No GP, Lewis foi capaz de gerenciar a diferença para Max com muita comodidade, mas eles se colocaram muito na defensiva, foram muito conservadores. Deixaram Lewis com um jogo de pneus de 43 voltas, ele estava apenas a um safety car de ficar exposto. Ao ficarem na defensiva, eles se expuseram à situação".

"Fo um combate de pesos pesados desde a primeira corrida, no Bahrein, até a última em Abu Dhabi. Dois pilotos e duas equipes que se elevaram a níveis que provavelmente não sabiam que tinham. E, para nós, chegar à última corrida empatados em pontos com a Mercedes, com Lewis, foi um grande feito".

"Reuni toda a equipe antes do fim da prova e falei com eles, disse: 'pessoal, independente do que aconteça hoje, tivemos uma jornada incrível para chegar onde estamos hoje e, independente do que acontecer hoje, vai passar, mas o mais importante é ir ali fora, dar o nosso melhor e curtir'".

"Não se trata apenas de hoje, e sim do que fizemos nas 21 provas anteriores, o que nos colocou nessa posição".

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