F1: Organizações de direitos humanos pedem que Hamilton boicote GP da Arábia Saudita

Carta assinada por 45 entidades falam sobre as violações que o país comete contra mulheres e a crise humanitária que impõe ao Iêmen

F1: Organizações de direitos humanos pedem que Hamilton boicote GP da Arábia Saudita

Neste ano, a Fórmula 1 pretende acrescentar uma nova praça em sua lista de circuitos que já sediaram GPs, caso a pandemia permita: a Arábia Saudita. Mas a inclusão da etapa em Jeddah tem sido muito questionada por fãs e organizações de direitos humanos, devido às violações que o governo do país comete contra sua população. E as repercussões começam a chegar até o heptacampeão Lewis Hamilton.

Em 2020, o britânico foi uma das vozes mais ativas no mundo do esporte na luta contra a desigualdade social, defendendo um mundo mais justo e inclusivo. Suas falas reverberaram na F1, que criou a campanha #WeRaceAsOne (Corremos como um), visando fomentar a diversidade no esporte. E Hamilton foi além usando camisetas do movimento Black Lives Matter, pelo fim do racismo.

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Devido a sua ligação com as diversas lutas sociais que existem ao redor do mundo neste momento, cerca de 45 organizações ligadas aos direitos humanos, incluindo CodepinkAlliance for Global Justice (Aliança por Justiça Global), Americans for Democracy & Human Rights in Bahrein (Americanos pela Democracia e Direitos Humanos no Bahrein) e International Service for Human Rights (Serviços Internacionais pelos Direitos Humanos), pedem que o heptacampeão boicote a edição inaugural do GP da Arábia Saudita, marcado para o início de dezembro.

"Hamilton mostrou repetidas vezes o quanto ele se preocupa com as pessoas ao redor do mundo", disse Danaka Katovich, coordenadora de campanha do Iêmen da Codepink

"Espero que esteja com os defensores dos direitos humanos sauditas, como Loujain AlHathloul [ativista saudita presa por defender o direitos das mulheres a dirigir carros]. Nesta carta, as organizações tratam da prisão e do tratamento de defensores dos direitos das mulheres, como Loujain AlHathloul, e do assassinato brutal da jornalista Jamal Khashoggi em outubro de 2019".

"Ele também descreve como os líderes da Arábia Saudita estão travando uma guerra contra o Iêmen, no que as Nações Unidas descrevem como 'a pior crise humanitária do mundo'", disse.

"A ONU informou que 2,3 milhões de crianças do Iêmen com menos de cinco anos estão passando fome. Isso se deve à guerra saudita e o bloqueio ao Iêmen. Espero que você envie uma mensagem de solidariedade a esses pais angustiados boicotando a prova".

A carta inclui: "Como organizações profundamente preocupadas com as violações dos direitos humanos no Reino da Arábia Saudita, pedimos que você reconsidere sua participação na corrida a ser realizada na Arábia Saudita em 2021".

"Mas se isso não for possível, por causa de compromissos anteriores, pedimos que você faça uma declaração na corrida".

Quando a F1 confirmou a inclusão da Arábia Saudita no calendário, em novembro do ano passado, a reação foi imediata e muitos jornalistas pediram que Hamilton comentasse o fato, mas o heptacampeão pediu tempo para buscar mais informações.

Tanto a organização do evento quanto o Príncipe da Arábia Saudita desconversam quando perguntados sobre as críticas, afirmando que o GP não será usado como cortina de fumaça para esconder violações.

Leia a íntegra da carta (em inglês), clicando aqui.

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