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Christian Horner, chefe da equipe austríaca, disse que rival mantém um 'personagem' e que montadora alemã distorce histórias

Toto Wolff, Executive Director (Business), Mercedes AMG, and Christian Horner, Team Principal, Red Bull Racing

Em mais um capítulo da guerra de bastidores entre Red Bull e Mercedes, Christian Horner não poupou palavras em entrevistas ao jornal britânico The Telegraph, onde exaltou sua equipe por alcançar a Mercedes em 2021, criticou a postura "manipuladora" da rival alemã e chamou seu chefe, Toto Wolff, de "frouxo".

O líder da escuderia austríaca comparou a atual batalha com as que tiveram contra Ferrari e McLaren de 2010 a 2013, época em que dominaram a Fórmula 1. Segundo ele, eram mais políticas e eles sofriam menos ataques fora das pistas. Além disso, reconheceu que o time foi "ingênuo" ao não se defender com mais veemência.

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"Vamos lembrar que 60% do carro da Mercedes é uma continuação do ano passado, o qual foi o mais dominante que possuíram", comentou Horner. "Então a forma como esta equipe reagiu foi fenomenal. [As batalhas antigas] Eram muito diferentes. Quando lutávamos com Ferrari ou McLaren, havia sempre um aperto de mão depois da corrida."

"Talvez tenhamos sido um tanto ingênuos porque para nós sempre foi sobre o que acontece na pista e aí você percebe que quando está sob ataque, você tem que se defender", acrescentou.

Apesar das ofensivas à equipe citadas por Horner, ele acredita que Wolff, chefe da equipe alemã, mantenha um 'personagem' de durão e que não seja assim naturalmente.

"Sob toda essa armadura, Toto é um covardão", disse ele. "Somos uma equipe de corrida. Não temos grandes departamentos de imprensa ou manipuladores de fundo, enquanto algumas escuderias operam de uma maneira muito diferente. Eles passam o tempo, você sabe, criando uma mensagem."

Toto Wolff, Team Principal and CEO, Mercedes AMG, and Christian Horner, Team Principal, Red Bull Racing, in the team principals Press Conference

Toto Wolff, Team Principal and CEO, Mercedes AMG, and Christian Horner, Team Principal, Red Bull Racing, in the team principals Press Conference

Photo by: FIA Pool

Essa distorção do que é dito ou feito foi exemplificada por Christian através do GP do Catar, onde ele recebeu uma advertência por ter imputado desonestidade a um dos fiscais de pista que agitou as bandeiras amarelas na classificação devido ao carro de Pierre Gasly parado na pista, atrapalhando a volta rápida de Verstappen.

"A verdade é que o que dissemos não foi uma crítica ao fiscal", relembrou. "Foi um conjunto de circunstâncias infelizes e não creio que tenha sido intenção do diretor da prova que isso acontecesse, mas ele não tem controle sobre."

"Acho que talvez os meus comentários fossem vistos como para apontar um delegado e não era essa a intenção, mas como sabem, essas coisas foram invertidas e alteradas."

De acordo com Horner, a falta de critério nas punições ou reprimendas ficou clara na atitude da FIA de adverti-lo pelos comentários sobre o fiscal em Losail, mas deixar passar despercebido o gesto de Wolff para a câmera no GP de São Paulo quando Lewis Hamilton ultrapassou Max Verstappen pela liderança.

"Onde está a consistência?", questionou. "Naquele fim de semana, a Mercedes basicamente disse ao diretor da corrida para se f***. Meus comentários parecem insignificantes em comparação a isso."

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