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F1: Wolff se diz “chocado” com possibilidade de assoalhos flexíveis

Após reunião técnica e anúncio de rigor nas regras sobre rigidez, chefe da Mercedes fica surpreso por equipes estarem utilizando solução que seria proibida pela FIA.

Toto Wolff, Team Principal and CEO, Mercedes AMG

Chefe da Mercedes, Toto Wolff disse que foi um "choque" descobrir na última semana que as equipes rivais de Fórmula 1 podem estar explorando de uma espécie de "assoalho flexível" para ajudar a controlar o porpoising.

A FIA tem realizado diversas discussões sobre uma intervenção técnica de segurança para delimitar as quicadas nos carros, algo que tem deixado os pilotos insatisfeitos e reclamando de possíveis problemas de saúde. A instituição tem tido foco na rigidez dos assoalhos e pranchas.

O Motorsport.com entende que durante conversas em uma reunião do Comitê Consultivo Técnico (TAC) na semana seguinte ao Grande Prêmio do Canadá, apontaram algumas suspeitas de que algumas equipes estariam ultrapassando os limites das regras de flexibilização das pranchas e assoalhos.

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Os regulamentos atuais estipulam uma flexão máxima de 2mm, em uma tentativa de garantir que o assoalho seja rígido o suficiente. No entanto, houve alegações de que algumas equipes conseguiram flexionar os pisos de forma inteligente em até 6mm no total, o que lhes permitiria andar mais perto do chão para aumentar o desempenho, sem o risco de sofrer os efeitos do porpoising.

Fontes sugerem que várias equipes ficaram surpresas com o que seus concorrentes estavam tramando, com Wolff confessando o quanto ele estava surpreso com a situação.

"Ninguém tinha ideia disso, até que a FIA trouxe à tona no último Comitê Consultivo Técnico, o que foi uma grande surpresa de todas as equipes", explicou.

"O que está no regulamento e qual é a intenção dele é bastante clara. Quero dizer, não é argumento desviar mais do que o que está nas regras. Então, um pouco de surpresa para dizer o mínimo: mais um choque”, completou.

Em resposta às revelações sobre os “assoalhos flexíveis”, a FIA respondeu sobre o esforço em reduzir as quicadas, notificando as equipes sobre uma mudança planejada nas regras. No rascunho da diretiva técnica emitida no GP da Inglaterra pelo diretor técnico da FIA, Nikolas Tombazis, e que entra em vigor na França, a FIA anunciou um endurecimento das regras relativas à rigidez do assoalho.

Lewis Hamilton, Mercedes W13

Lewis Hamilton, Mercedes W13

Photo by: Steve Etherington / Motorsport Images

Ele deixou claro que estava fazendo a mudança para garantir que houvesse "uma relevância justa e equitativa entre todos os carros", o que talvez sugerisse que não era o caso antes.

Tombazis deixou claro que a FIA que acredita que existem equipes com "deformação excessiva", que tomaram essa atitude "para alcançar uma altura significativamente mais baixa e, portanto, um ganho aerodinâmico indireto".

A tolerância de 2mm será rigorosamente aplicada e a rigidez ao redor do orifício do assoalho deve agora ser uniforme para uma distância radial de 15mm fora – com variação não superior a 10% de qualquer maneira.

A FIA acrescentou que “os competidores serão obrigados a demonstrar o cumprimento dessas disposições por meio de uma inspeção detalhada do CAD e da instalação física, bem como da análise do Elemento Finito."

Várias equipes apoiaram a mudança da FIA, pois sugerem que alguns times foram longe demais nessa questão. Chefe da McLaren, Andreas Seidl, disse: "Deve haver uma razão pela qual Nikolas colocou alguns esclarecimentos sobre o que ele quer ver e o que ele espera”, declarou.

"Do nosso ponto de vista, estamos felizes com esse esclarecimento técnico, porque no final nos dá igualdade de condições”, completou.

Embora não esteja claro quais equipes estavam potencialmente usando o “assoalho flexível”, o diretor de engenharia da Mercedes, Andrew Shovlin, calculou que a mudança poderia ajudar a mover seu time a avançar.

"Quando veio à tona, percebemos que há oportunidades que talvez não tenhamos tomado ou explorado", disse ele. "Então isso não vai nos afetar na forma como corremos nosso carro. Pode muito bem estar afetando nossos concorrentes, e, em virtude disso, nos aproximamos um pouco mais."

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