Análise
Fórmula 1 GP do Canadá

GP do Canadá de F1: Entenda os pontos chaves do circuito Gilles Villeneuve

O traçado rápido exige muito dos freios, sendo importante a gestão da frenagem e da tração para um bom desempenho durante a corrida

Valtteri Bottas, Mercedes AMG W10, leads Max Verstappen, Red Bull Racing RB15, Lando Norris, McLaren MCL34, and the remainder of the field on the opening lap

O GP do Canadá está de volta ao calendário da Fórmula 1. Depois de um hiato de três anos, provocado pela pandemia da Covid-19, o circuito Gilles Villeneuve, em Montreal, no Canadá, recebe neste final de semana a nona etapa da temporada de 2022.

O circuito é semi-permanente, construído na ilha artificial de Notre-Dame, e tem características semelhantes a outros circuitos urbanos, como Mônaco ou Baku. Com 4.300 metros de extensão e um total de 14 curvas, o traçado tem caráter de "para e vai", ou "freia e acelera", com várias retas intercaladas por chicanes que favorecem carros com boa tração- características essenciais para o GP de Canadá - e ao mesmo tempo estável na entrada em curva e na frenagem.

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A configuração dos carros deve ser bem diferente da utilizada em Mônaco, mas semelhante ao que foi visto em Baku, na semana passada. Com carros bastante descarregados para aproveitar as diferentes retas, principalmente a entre as curvas 12 e 13, a mais longa do circuito.

No gráfico abaixo, produzido pelos engenheiros da Mega Ride, pode-se ver a energia térmica gerada em quatro curvas do circuito e a pressão exercida nos pneus durante uma volta rápida. Percebe-se muita pressão nas curvas e nos pontos de frenagem, mas nem tanto nos pontos de aceleração, mostrando que o circuito canadense engata os pneus com mais força longitudinalmente do que lateralmente.

Energia termica generata dalle gomme nel GP del Canada a Montreal

Energia termica generata dalle gomme nel GP del Canada a Montreal

Photo by: MegaRide

Dada a natureza do circuito, o gerenciamento do sistema de frenagem é muito importante, com várias curvas que sobrecarregam os freios e, portanto, os pneus. Preste especial atenção à curva 13, a primeira das duas "S" que levam à reta final: esta seção é especialmente conhecida, porque ao sair da curva 14 você encontrará o "Muro dos Campeões".

Essa curva é a mais famosa do circuito canadense. O lendário “Muro dos Campeões” recebeu esse nome por causa dos acidentes, em uma mesma corrida, dos campeões mundiais de Fórmula 1, Damon Hill, Michael Schumacher e Jacques Villeneuve.

Os incidentes aconteceram no Grande Prêmio do Canadá de 1999, o primeiro campeão a ir de encontro com o muro foi Hill, na volta 14, seguido por Schumacher, na volta 30 e, para completar, na volta 35, foi a vez do piloto da casa, Villeneuve, estampar o muro.

Os engenheiros da MegaRide focaram na elevação térmica que ocorre nesta frenagem na dianteira esquerda.

Incremento termico del battistrada alla curva 13 del circuito cittadino di Montreal

Incremento termico del battistrada alla curva 13 del circuito cittadino di Montreal

Photo by: MegaRide

A curva 13 está no final de uma longa reta, a "Reta do Casino", e a temperatura da pista é bastante baixa antes da frenagem, tendo sofrido convecção forçada com o ar ao longo deste trecho. O aumento térmico que emerge das simulações é de 50%, o que certamente está dentro do normal, dadas as condições.

A pista não oferece um bom nível de aderência, mas tende a ganhar durante o fim de semana, o que causa derrapagens, principalmente, nas curvas. Portanto, o desgaste não deve ser negligenciado.

A Pirelli, como em Baku, levará a gama de pneus mais macios: C3, C4 e C5. No entanto, será necessário prestar atenção à gestão das zebras, pois os carros terão que explorá-las ao máximo para minimizar os tempos de volta. E será, portanto, um desafio os pneus resistirem a essas tensões.

Além disso, o clima pode ser um fator importante durante a corrida. A temperatura costuma variar muito em Montreal, o clima frio, por exemplo, pode prejudicar o desempenho dos pneus na hora da disputa.

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