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Grosjean: Quase virei cozinheiro quando a Renault me demitiu

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Grosjean: Quase virei cozinheiro quando a Renault me demitiu
7 de set de 2018 15:53

Piloto francês diz que por pouco não desistiu da carreira após início ruim na Fórmula 1, em 2009

Atuante na Fórmula 1 de maneira ininterrupta desde o ano de 2012, Romain Grosjean disse que por pouco não desistiu do automobilismo após seu início no mundial, quando substituiu Nelsinho Piquet na Renault em 2009.

Na ocasião, Grosjean fez sete provas e não conseguiu pontuar. Para o ano seguinte, após a saída da direção anterior, comandada por Flavio Briatore, devido ao Cingapuragate, o francês foi dispensado.

"Foi difícil, e também era muito tarde", revelou Grosjean ao podcast oficial da F1, Beyond the Grid.

"Eric Boullier estava no comando da Lotus e eu estava em contato com o Eric. Eles me diziam que se não encontrassem ninguém, eu era a escolha óbvia, porque tinha experiência na equipe e assim por diante.”

"Então, no dia 31 de janeiro de 2010, recebi um telefonema de Eric dizendo que eles tinham pego Vitaly Petrov, então eu estava fora. Eu pensei 'é isso, eu não vou mais correr'. Vou ser cozinheiro, porque isso é parte da minha paixão. Eu fui para uma escola de culinária e me disseram que eu era muito velho. Eles disseram: ‘não’."

Grosjean foi campeão da Auto GP em 2010 e retornou ao paddock da F1 em 2011 pela equipe DAMS na GP2, aproveitando a oportunidade para conquistar o título antes de ser recontratado pela Lotus para 2012.

Analisando a situação, Grosjean acredita que não estava pronto para a F1 quando fez sua estreia.

"A F1 não é apenas guiar. Dirigir o carro é uma coisa, mas é estar do lado de fora também, estar ciente do que está acontecendo, dos jogos e da mídia", explicou.

"Então eu vim para a F1 e as pessoas pensaram que eu era arrogante, mas eu era apenas tímido. Eu estava procurando não perturbar nada. Ninguém nunca me disse o que fazer ou não fazer e é por isso que eu não estava pronto.”

"Foi um começo de sonho. Depois das férias de verão, recebi o telefonema dizendo que estaria no carro por sete GPs para me acostumar com a F1 antes da temporada seguinte começar. Não foi o caso.”

"Eu acho que foi apenas o caso de lugar errado e hora errada", acrescentou. "Eu estava ao lado de Fernando, o que foi incrível, eu aprendi muito com ele. Obviamente ele foi muito rápido", acrescentou.

“Mas com toda a história do crashgate. Eu fazia parte de tudo que precisava de uma mudança. Eu fazia parte da diretoria de Flavio Briatore, e mesmo que eu devesse muito ao Flavio por me colocar, acho que ele também me custou minha primeira carreira em F1."

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