Haas: engenheiro ex-Bridgestone se tornou peça chave

Kevin Magnussen considera que a decisão de contratar um ex-engenheiro de pneus da Bridgestone foi um dos “maiores fatores” na melhor performance apresentada pela Haas na temporada de 2018 da F1.

Haas: engenheiro ex-Bridgestone se tornou peça chave
Max Verstappen, Red Bull Racing RB14, leads Romain Grosjean, Haas F1 Team VF-18
Guenther Steiner, Team Principal, Haas F1 Team
Romain Grosjean, Haas F1 Team VF-18
Guenther Steiner, Team Principal, Haas F1
Romain Grosjean, Haas F1 Team VF-18
Romain Grosjean, Haas F1 Team VF-18
Romain Grosjean, Haas F1 Team VF-18
Romain Grosjean, Haas F1 Team VF-18
Romain Grosjean, Haas F1 Team VF-18

A equipe americana tem apresentado maior consistência em 2018, lutando pelo quarto lugar na tabela de construtores e evitando oscilações de desempenho vistas previamente.

O entendimento acerca dos pneus complicados da Pirelli tem sido a grande causa da inconsistência da Haas, mas Magnussen considera que a chegada de Hiroshi Tomitsuka transformou o conhecimento do time.

“Obviamente, temos um carro melhor neste ano, mais consistente, e a aerodinâmica também é mais forte em termos de consistência, mas acho que um dos maiores fatores é o cara do pneu que temos”, disse Magnussen.

“Tomi-san é realmente uma grande aquisição da equipe. O conhecimento dos pneus e a forma de administrá-lo estão muito melhores neste ano, o que também acrescenta em nossa consistência – até mais do que o ritmo puro.”

“O Pirelli é um pneu muito complicado, difícil de administrar – não só do ponto de vista da pilotagem, mas também em termos de acerto, com temperaturas nas rodas, gestão de corridas e em termos de estratégia, trocando os pneus e alterando o estilo de pilotagem nas voltas de saída dos boxes.”

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“Há muita ciência envolvida – você precisa de alguém com experiência com pneus para tentar entender os Pirelli, porque não é tão fácil assim de entender.”

“Certamente é uma grande vantagem ter alguém que te ajude a entender. Com sua experiência com outras fabricantes, é mais fácil tentar entender. Você chega lá mais rapidamente.”

“Todo fim de semana é um asfalto diferente, temperaturas diferentes, compostos diferentes, acertos de carro diferentes, então você precisa aprender tudo de novo a todo momento, e os pneus se comportam de forma diferente. Então, ter alguém com grande experiência, que tem o olhar para pneus, ajuda muito.”

Romain Grosjean sente que o entendimento intuitivo de Tomitsuka para a borracha ajuda a Haas a ter decisões melhores e mais rápidas durante o fim de semana.

“Ao olhar para os pneus, ele sabe se eles precisam estar mais quentes ou frios”, disse Grosjean.

“Isso realmente nos ajuda, porque a sensação quando eles estão quentes ou frios demais é mais ou menos a mesma, então é muito difícil avaliar.”

“Ele ainda está aprendendo sobre o Pirelli, que é um pneu bastante diferente daquele com que trabalhou antes, acredito, mas ele ajuda muito a colocá-lo na janela. E, para ser justo, é isso que fazemos por 80% do fim de semana: fazer os pneus funcionarem.”

O chefe da Haas, Gunther Steiner, afirmou que os “20 anos de experiência” de Tomitsuka têm dado grande ajuda ao time.

“Ele olha pra o pneu e sabe o que está vendo”, disse Steiner. “Ele sabe se estava quente demais ou frio demais.”

“É uma grande ajuda aos rapazes, mesmo que ele possa apenas confirmar o que eles pensam matematicamente.”

Reportagem adicional de Adam Cooper

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