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Após cinco temporadas fora da Fórmula 1, a Renault irá retornar à categoria em 2016 como time. A montadora oficializou ontem a compra da equipe Lotus, e irá iniciar um longo processo de adaptação para poder voltar a ganhar.

Para o presidente da fabricante, Carlos Ghosn, o time irá demorar três temporadas para disputar o título.

"Eu acho que, dada a forma como nossos times estão motivados, vai demorar uns três anos para sermos competitivos", disse Ghosn ao jornal Le Figaro da França.

"Aliás, vamos continuar a desenvolver o nosso papel como fornecedora de motores, embora apenas de acordo com o interesse da nossa própria equipe. Estamos falando da Red Bull."

O chefe da Renault, que admitiu que considerou sair do esporte, disse que não fazia sentido para a empresa permanecer na F1 apenas como fornecedora de motores.

"Ser fornecedor de motores não permite um retorno suficiente sobre o investimento", acrescentou. "A distribuição de receitas da TV é mais favorável do que era em 2009.”

"Pensamos também na história da Renault. O nome da Renault tem sido associado à Fórmula 1 já há 40 anos. Nós somos o segundo construtor em vitórias e títulos na categoria, atrás da Ferrari e na frente da Mercedes.”

"Na Renault, estamos ligados a competição e também posso dizer que as pessoas no mundo da Fórmula 1 estão ligadas à Renault, sejam elas da FIA, da FOM ou mesmo muito poucos rivais do nosso trabalho."

Segundo Ghosn, a Renault irá anunciar mais detalhes sobre seu programa de F1 em janeiro.

"Você precisa esperar algumas semanas. Em janeiro de 2016, vamos falar sobre a organização, os objetivos, os pilotos, a estratégia e os parceiros", disse ele.

A Lotus assinou com Pastor Maldonado e Jolyon Palmer para a temporada de 2016.

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