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Senna revela dificuldade em encontrar janela de performance

Brasileiro explica o porquê do sobe e desce da Williams e da distância para o companheiro Maldonado em Barcelona

Senna ficou atrás de Maldonado no Canadá

Parece que faz tempo, mas há dois GPs a Williams estava largando na pole e vencendo o GP da Espanha com Pastor Maldonado. Pode-se dizer que Mônaco é sempre um caso único e que punições e batidas atrapalharam o final de semana da equipe, mas a corrida do Canadá jogou dúvidas sobre a real posição do FW32 em relação aos rivais. Será que Barcelona foi apenas um conto de fadas?

Bruno Senna explica que esse vai e vem nas performances depende de se alcançar a temperatura adequada dos pneus – e essa chamada janela de performance nesta temporada é menor que no passado. O brasileiro exemplifica com a Sauber, que, entre seus pódios na Malásia, segunda prova do ano, e no Canadá, sexta, somou apenas 11 pontos.

“A Sauber teve corridas em que eles não fizeram nada e outras em que fizeram dois pódios. Isso se deve a algo muito específico neste ano, que é estar dentro da janela. Se você está fora, está ferrado. Acabou. Se não acertar isso, não consegue pontuar”, afirmou em entrevista coletiva.

Dessa maneira, Senna justifica o fato de, mesmo quando a Williams andou bem, em Barcelona, não ter acompanhado o ritmo do companheiro Maldonado.

“Em Barcelona, eu estava fora [da janela de performance], o Pastor estava dentro e ele ganhou a corrida, fez uma ótima prova. No Canadá, ambos estávamos fora, mesmo com um acerto do carro bem diferente.”

Mas como uma equipe pode acertar em cheio a melhor maneira de fazer os pneus funcionarem em um dia e errar completamente no outro? Como Mark Webber reconheceu ao TotalRace, esse tem sido o principal desafio da temporada, pois como a cada combinação de compostos e pista diferente, é preciso compreender tudo de novo.

“Aprendemos em cada GP, mas é algo específico de cada pista. Quando vamos para outro circuito, temos de resetar o botão. É muito difícil levar essa informação adiante, então é claro que a confiança muda de lugar para lugar. Provavelmente esse entendimento da pista x composto em cada GP é o que tem sido o mais complicado na temporada.”

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