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ANÁLISE F1: As principais estatísticas por trás do fiasco dos limites de pista no GP da Áustria

Punições que vieram após a prova contam com algumas características curiosas

Carlos Sainz, Ferrari SF-23

Após o protesto protocolado pela Aston Martin, a FIA viu correto aplicar 12 novas sanções por limite de pista a oito pilotos, mudando drasticamente os resultados do GP da Áustria de Fórmula 1.

A direção de prova teve a função de revisar mais de 1200 instâncias de carros que poderiam ter excedido os limites de pista, todos entre as curvas 9 e 10 do Red Bull Ring, ao atravessarem com as quatro rodas as linhas brancas que denominam o limite do circuito.

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Para uma corrida de 71 voltas, temos uma média de 17 potenciais incidentes por volta ou 60 infrações possíveis para cada um dos 20 pilotos.

Assim que todos os casos foram totalmente revisados e novas penalizações foram aplicadas, a classificação final foi declarada às 21h46, horário local (16h46 em Brasília), quase 5h após o fim da corrida.

A classificação atualizada fez com que seis pilotos caíssem no resultado final: Carlos Sainz (de 4º para 6º), Lewis Hamilton (7º a 8º), Pierre Gasly (9º a 10º), Esteban Ocon (12º a 14º), Nyck de Vries (15º a 17º) e Yuki Tsunoda (18º a 19º).

Essas mudanças vieram após os comissários declararem 83 casos irrefutáveis de violação dos limites de pista.

Hamilton cometeu a primeira violação da corrida. Com o heptacampeão sofrendo com o equilíbrio do W14, ele escapou da pista na saída da curva 10 na curva quatro. Ele ainda foi o primeiro a sofrer uma reprimenda, culminando com uma penalização de 5s por quatro incidentes diferentes (todos na curva 10) ainda na volta 8 de 71.

Mas quem mais foi penalizado foi Ocon. Ele acumulou 30s de penalizações entre quatro reprimendas (duas de 5s e duas de 10s).

A FIA penaliza com base na seguinte conta: quatro infrações de limite de pista geram uma punição de 5s. Se você comete uma quinta, leva mais 10s. Mas, na sequência, essa contagem é resetada. Ou seja, Ocon tomou quatro punições por 10 infrações.

Esteban Ocon, Alpine A523

Esteban Ocon, Alpine A523

Photo by: Steven Tee / Motorsport Images

Ocon manteve seu carro dentro dos limites de pista até a volta 27, quando escapou na curva 10. Esse foi o 40º caso confirmado de violação. Porém, a partir daquele ponto, foram mais nove registros na tabela dos comissários, sendo que todas entre as voltas 27 e 37.

George Russell e Zhou Guanyu foram os únicos pilotos a terminarem a corrida sem nenhuma anotação referente a limites de pista. Mesmo Max Verstappen teve um registro, na volta 65.

Nenhuma das penalizações adicionais criaram uma mudança na situação do Mundial de Pilotos ou de Construtores.

O protesto da Aston Martin fez com que ganhasse uma posição na tabela final. E isso significa que o diretor esportivo do time de Silverstone, Andy Stevenson, tem 100% de aproveitamento nos dois casos nos quais a equipe pediu mudanças no resultado da corrida (Arábia Saudita e Áustria).

Com isso, ele deu à Aston Martin mais cinco pontos no Mundial de Construtores entre as duas provas. Só isso já o colocaria acima da AlphaTauri na tabela de classificação.

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