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Análise técnica: quais são os problemas por trás do "difícil" RB16 da Red Bull?

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Análise técnica: quais são os problemas por trás do "difícil" RB16 da Red Bull?
Por:
30 de jul de 2020 16:51

O otimismo da Red Bull antes da temporada, se colocando na melhor forma desde 2013, foi embora após performances irregulares

Após uma boa pré-temporada, o otimismo da Red Bull para a temporada 2020 da Fórmula 1 foi substituída por cautela com a inconsistência apresentada pelo RB16, que deixaram Max Verstappen e Alex Albon não apenas longe de bater de frente com a Mercedes, mas também enfrentando abandonos.

A equipe descartou rotações e programas diferentes na pré-temporada, deixando seus pilotos livres para tentar encontrar os limites do carro.

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Porém, ao longo dos três primeiros GPs da temporada, a inconsistência na performance do RB16 ficou clara. E é mais desconcertante saber que o carro acabou sendo mais lento que seu antecessor no Hungaroring, exatamente o tipo de pista na qual a Red Bull sempre prosperou.

Então, o que exatamente causou essa dor de cabeça para a equipe, algo chamado de 'anomalia' pelo chefe da Red Bull, Christian Horner?

A Red Bull tem sido claramente agressiva em sua busca para alcançar a Mercedes e, ao fazê-lo, também teve que alterar parte de seu DNA de design.

Red Bull Racing RB16 & RB15 comparison front suspension

Red Bull Racing RB16 & RB15 comparison front suspension

Photo by: Giorgio Piola

O novo arranjo da suspensão dianteira e do rack de direção atraiu bastante interesse durante os testes, e essa é a diferença de layout, quando comparada com os demais do grid. O rack está enterrado muito mais atrás, dentro do anteparo, e não na frente, como podemos ver na comparação com o RB15.

Colocar a extremidade interna dos braços de direção em um deslocamento visando a geometria da suspensão deveria ajudar a melhorar o comportamento do carro em movimento, permitindo explorar ainda mais a solução pushrod na vertical (POU), que ajusta dinamicamente a altura de condução do carro enquanto ele está na pista.

Para quem não está ciente, o pushrod na vertical é uma solução que foi adotada por todos do grid em diferentes graus. Em essência, a extremidade externa da haste é montada em uma extensão que é deslocada da vertical, e não nela.

A solução é usada por vários motivos. Mas talvez, o principal deles seja que o design permite que a extremidade dianteira do carro abaixe à medida que é direcionada. Essa troca, por sua vez, traz benefícios aerodinâmicos, pois abaixa a asa dianteira e coloca o separador mais perto do solo, o que pode ampliar a criação de downforce.

Aproveitar o downforce desse modo sempre foi uma marca registrada do sucesso da Red Bull, e é, em parte, o que lhe permitiu operar com ângulos de inclinação tão altos ao longo dos anos. Mas, ao buscar mais desempenho, teria ido longe demais com o RB16?

É um problema que parece ser acentuado em situações de cargas de combustível mais baixas, durante a classificação. Com ambos os pilotos brigando e corrigindo a incômoda mudança do balanço do carro, o que fica aparentemente necessário é um ajuste contra-intuitivo.

Águas turvas

A equipe também injetou outro problema no mix, com as grandes atualizações nos dois primeiros GPs, buscando uma melhora de desempenho.

Essas são partes bastante significativas também e, certamente, não foram projetadas ou fabricadas da noite para o dia, provavelmente entrando em operação antes mesmo da equipe descobrir seus problemas subjacentes.

Adicioná-los ao carro pode ter acrescentado no desempenho geral, mas isso não quer dizer que também não tenha exagerado qualquer problema oculto que o carro já tinha.

Red Bull Racing RB16 floor

Red Bull Racing RB16 floor

Photo by: Giorgio Piola

Enquanto espionávamos durante um dia de gravação em Silverstone na pré-temporada, foi possível notar que a Red Bull projetou um novo assoalho, com fileiras de barbatanas em intervalos ao longo da borda do assoalho, visando melhorar o desempenho dos furos presentes.

Um novo bico também foi montado no carro de Max Verstappen para o GP da Áustria, enquanto Alex Albon utilizou a especificação vista na pré-temporada.

Red Bull Racing RB16 front wing Austrian GP

Red Bull Racing RB16 front wing Austrian GP

Photo by: Giorgio Piola

O curto espaço de tempo devido ao fechamento das fábricas durante a paralisação significou que a equipe não teve tempo de fabricar peças suficientes para os dois pilotos, mas isso também pode ser visto como uma oportunidade de obter dados consecutivos dos dois carros ao longo do final de semana.

Claramente, a intenção de ambas as atualizações, das quais o bico teria sido um item que levaria mais tempo de preparação, era aumentar o desempenho do piso e do difusor, simplesmente gerando mais downforce, o que, por sua vez, deveria permitir que eles diminuíssem a quantidade de asa necessária para correr.

Red Bull Racing RB16 rear wing endplate comparison

Red Bull Racing RB16 rear wing endplate comparison

Photo by: Giorgio Piola

Com tão pouco tempo entre as corridas, a equipe decidiu abandonar o novo bico para a segunda corrida da Áustria. Novamente, Max Verstappen seria o piloto selecionado para usar o novo assoalho, enquanto ambos os pilotos tiveram seus carros equipados com uma nova asa traseira.

O novo design é um assunto complicado e casa com vários conceitos vistos em outros lugares, com as persianas sinuosas na seção suspensa da placa final saídas diretamente da Haas. Já os recortes serrilhados nos cantos traseiros surgiram pela primeira vez nas Mercedes, no GP da Alemanha do ano passado.

A Red Bull também brincou com os cantos dianteiros das placas finais, de maneira semelhante à da Toro Rosso de 2019, adicionando listras para redirecionar ainda mais o fluxo de ar, criando gradientes de pressão na face externa da placa.

Max Verstappen, Red Bull Racing RB16

Max Verstappen, Red Bull Racing RB16

Photo by: Charles Coates / Motorsport Images

Todas essas dicas somam uma tentativa coordenada de alterar o vórtice formado na ponta da asa traseira, o que pode ser visto mais claramente em Silverstone, devido às condições climáticas. Ao fazer isso, a equipe não deve apenas ser capaz de explorar mais downforce, mas também obter menos arrasto.

Na busca por obter mais respostas sobre o status do carro e as atualizações, a equipe realizou extensos testes durante os treinos livres na Hungria, optando por dividir seus pilotos para a corrida novamente, com Verstappen usando a nova asa traseira, enquanto Albon usava a especificação antiga.

Correndo contra o relógio

Embora a Red Bull tenha gastado seu tempo desde o GP da Hungria tentando chegar ao fundo dos problemas, a equipe pode ter algum alívio nas próximas corridas, com pistas que se sai melhor.

O traçado de Silverstone pode não expor os problemas aerodinâmicos e de chassi, já que as curvas são mais rápidas. No entanto, a vantagem da Mercedes nas retas não será fácil de superar.

Olhando adiante, é óbvio que a Red Bull está com problemas, pois as regras de congelamento do chassi impedem grandes mudanças antes de 2022. No entanto, se a equipe puder descobrir a causa exata dos problemas de instabilidade, pode tornar o RB16 em um desafiante das Mercedes.

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Categoria Fórmula 1
Autor Matt Somerfield