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Brawn diz que críticas ao carro de 2021 não têm sentido: "Bobagem"

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Brawn diz que críticas ao carro de 2021 não têm sentido: "Bobagem"
Por:
18 de jul de 2019 13:52

Diretor esportivo da Fórmula 1 contrariou equipes, que acham que novas regras podem deixar os monopostos muito parecidos

Depois da divulgação de mais detalhes sobre as regras de 2021 da Fórmula 1, algumas equipes ponderaram que as limitações técnicas do novo regulamento deixarão os carros muito parecidos, o que não seria atrativo para os fãs. Entretanto, o diretor esportivo da categoria, Ross Brawn, disse que as reclamações não fazem sentido e são uma “bobagem”

“Há reclamações de que todos os carros vão parecer iguais e outros absurdos que ouvimos. Então, como um exercício, Pat Symonds pegou todos os carros atuais, tirou a pintura e colocou-os em uma parede”.

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“Você não pode notar a diferença entre os carros que temos agora quando as cores são tiradas. Você precisa ser um fissurado extremo para distinguir. Mesmo em nosso escritório, conseguimos identificar apenas três!”.

Brawn também disse que é importante que as novas regras sejam duras e restrinjam as equipes, de modo que elas se mantenham no rumo traçado pela categoria, que vai reintroduzir o efeito solo em 2021 com o objetivo de facilitar ultrapassagens (entenda a aplicação da tecnologia na F1 em galeria no fim desta matéria).

“Sabemos que com esses regulamentos muito prescritivos, as mentes férteis da F1 apresentarão soluções diferentes. As regras serão prescritivas porque temos que garantir que atingiremos esses objetivos”, disse o ex-dirigente de Ferrari, Brawn GP e Mercedes. “Sem dúvida, pela relativa liberdade que as equipes tiveram até agora, vai ser frustrante para elas no primeiro momento. Mas esses regulamentos são os mesmos para todos”.

Confira as curiosidades sobre o efeito solo na F1:

Galeria
Lista

1970 - Chaparral 2J-Chevrolet

1970 - Chaparral 2J-Chevrolet
1/18

Foto de: LAT Images

A tecnologia foi primordialmente explorada pela equipe Chaparral, que utilizou o modelo 2J no campeonato norte americano de protótipos, o Can-Am. No entanto, mesmo sem ter conquistado nenhuma vitória, a novidade foi banida da categoria.

1978 - Lotus

1978 - Lotus
2/18

Foto de: Rainer W. Schlegelmilch

A equipe chegou a experimentar o efeito solo em 1977, mas foi no ano seguinte que implementou a tecnologia em definitivo. O time venceu oito corridas naquele ano e conquistou o mundial de construtores e o mundial de pilotos com Mario Andretti.

1978 - Lotus

1978 - Lotus
3/18

Foto de: LAT Images

Andretti venceu seis provas e somou 64 pontos, 13 a mais que seu companheiro de equipe, Ronnie Peterson. A Lotus só não venceu todas as etapas do mundial porque seu carro tinha problema de confiabilidade, algo comum na antiga F1.

Colin Chapman: o criador, mas nem tanto

Colin Chapman: o criador, mas nem tanto
4/18

Foto de: Sutton Motorsport Images

Colin Chapman, o projetista chefe e proprietário da Lotus, colhe até hoje os louros pelo sucesso do efeito solo na F1. No entanto, apesar de ser o idealizador do carro vencedor, os responsáveis por trazer o efeito solo para a equipe foram Tony Rudd e Peter Wright, que já tinham tentado algo similar na BRM no final dos anos 60.

1978 - Brabham BT46B Alfa Romeo

1978 - Brabham BT46B Alfa Romeo
5/18

Foto de: LAT Images

Além da Lotus, outras equipes de várias categorias já estavam perseguindo ideias semelhantes desde o começo da década de 70. A Brabham foi quem mais se aproximou de bater a Lotus em 1978.

1978 - Brabham BT46B

1978 - Brabham BT46B
6/18

Foto de: Sutton Motorsport Images

Niki Lauda venceu a etapa da Suécia da F1 com um carro que usava um ventilador para "chupar" o ar debaixo do carro e forçar o efeito solo. No entanto, a tecnologia do time foi banida antes do fim da temporada.

1978 - Jody Scheckter, Ferrari 312T4

1978 - Jody Scheckter, Ferrari 312T4
7/18

Foto de: LAT Images

Apesar de não usar o efeito solo em 1978, a equipe italiana foi vice-campeã em 1978, graças à confiabilidade do carro que venceu todas as vezes que a Lotus teve problemas. Em 1979, a Ferrari reuniu o que tinha de melhor do carro do ano anterior com uma versão própria do efeito solo, e com isso dominou o campeonato. Jody Scheckter venceu e Gilles Villeneuve foi vice.

1980 - Williams FW07B Ford Cosworth

1980 - Williams FW07B Ford Cosworth
8/18

Foto de: LAT Images

A Williams resolveu dois problemas do efeito solo e faturou a temporada de 1980 com Alan Jones. A equipe conseguiu reduzir os custos da solução e fazer com que as peças se ajustassem às curvas, evitando a perda do efeito fora das retas.

1980 - Nelson Piquet, Brabham BT49-Ford Cosworth

1980 - Nelson Piquet, Brabham BT49-Ford Cosworth
9/18

Foto de: LAT Images

Nelson Piquet venceu suas primeiras corridas a bordo de uma Brabham naquele mesmo ano e fez frente à Alan Jones no campeonato mundial.

1980 - Brabham BT49

1980 - Brabham BT49
10/18

Foto de: Sutton Motorsport Images

O brasileiro triunfou três vezes na temporada e chegou a liderar o campeonato.

1980 - Nelson Piquet (Brabham) e Alan Jones (Williams)

1980 - Nelson Piquet (Brabham) e Alan Jones (Williams)
11/18

Foto de: Jean-Philippe Legrand

No entanto, a falta de confiabilidade do carro acabou impedindo Piquet de pontuar nas duas últimas etapas, enquanto Jones vencia as provas e superava o brasileiro, sagrando-se campeão mundial.

1981 - Nelson Piquet, Brabham BT49C

1981 - Nelson Piquet, Brabham BT49C
12/18

Foto de: LAT Images

O ano foi um dos mais disputados da história da categoria, com sete pilotos de seis equipes diferentes vencendo corridas.

1981 - Nelson Piquet, Brabham

1981 - Nelson Piquet, Brabham
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Foto de: Sutton Motorsport Images

Nelson Piquet brilhou no carro da Brabham, que era capaz de se ajustar às curvas para manter o efeito solo e vencer a concorrência. O brasileiro conquistava ali o primeiro título mundial de sua galeria.

1982 - Keke Rosberg, Williams FW08

1982 - Keke Rosberg, Williams FW08
14/18

Foto de: Sutton Motorsport Images

No último ano do efeito solo na categoria, Rosberg se valeu da regularidade para ser campeão mundial.

1982 - Keke Rosberg, Williams

1982 - Keke Rosberg, Williams
15/18

Foto de: Williams F1

Naquele ano, 11 pilotos diferentes venceram corridas, mas o finlandês, que venceu apenas uma, chegou mais vezes nos pontos do que todos os rivais e levou o caneco.

1982 - Excesso de acidentes pôs fim ao efeito solo

1982 - Excesso de acidentes pôs fim ao efeito solo
16/18

Foto de: LAT Images

Os acidentes se tornaram frequentes com o avanço do efeito solo, pois bastava o carro tocar no chão para o efeito ser totalmente cancelado, fazendo com que os pilotos perdessem o controle do carro. Dois dos acidentes foram fatais. Na imagem acima, o acidente que tirou a vida de Gilles Villeneuve.

1982 - Excesso de acidentes pôs fim ao efeito solo

1982 - Excesso de acidentes pôs fim ao efeito solo
17/18

Foto de: LAT Images

O último acidente fatal daquele ano foi o de Riccardo Paletti, no Canadá. Logo em seguida, a FIA decidiu eliminar totalmente o efeito solo. Depois do acidente de Paletti, as próximas mortes durante em um fim de semana de GP foram as de Ratzenberger e Senna em Imola, 12 anos depois.

2021 - O retorno do efeito solo

2021 - O retorno do efeito solo
18/18

Foto de: Giorgio Piola

Em 2019, a F1 está decidindo os rumos que tomará no futuro. Buscando aumentar as ultrapassagens e o espetáculo, a categoria decidiu reintroduzir a tecnologia a partir de 2021.

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Categoria Fórmula 1
Autor Jonathan Noble