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Empresa rival questiona aquisição da Force India

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Empresa rival questiona aquisição da Force India

Companhia liderada por pai de Nikita Mazepin, piloto de testes, se diz insatisfeita com resultado de licitação por time

Uma empresa russa, que foi uma das licitantes derrotadas pela posse da Force India, questionou o processo que levou a equipe a ser adquirida pelo consórcio liderado por Lawrence Stroll.

A companhia química Uralkali está intimamente associada a Dmitry Mazepin, pai do piloto de F2 e de testes da Force India Nikita Mazepin. Mazepin Sr é vice-presidente do conselho de administração da empresa, assim como presidente da subsidiária Uralchem.

Em um comunicado divulgado nesta terça-feira (21), a Uralkali disse que considera que “o processo conduzido pelo administrador pode não ser o de melhor interesse para os credores da Force India e para as outras partes interessadas do esporte em geral".

No entanto, os administradores – Geoff Rowley e Jason Baker, da FRP Advisory – responderam dizendo que todos os licitantes da equipe foram tratados igualmente.

"Todos os licitantes receberam oportunidades iguais para apresentar o melhor negócio para a Force India", disseram eles em um comunicado. "Durante todo o tempo, nós (os Administradores Conjuntos) seguimos de perto nossos deveres e objetivos como administradores e tivemos um conselho de assessores jurídicos experientes."

A Uralkali diz que reuniu "uma equipe de profissionais (incluindo advogados, contadores, especialistas em insolvência e um especialista em Fórmula 1) para preparar e apresentar uma proposta competitiva para a Force India, liderada pelo diretor independente da Uralkali, Paul J. Ostling."

Embora não seja mencionado, entende-se que o especialista era o ex-chefe da equipe McLaren, Martin Whitmarsh.

A declaração explicou com algum detalhe o cronograma da oferta da Uralkali e suas interações com os administradores.

A empresa observou que "durante o processo de licitação e discussões com o administrador, a Uralkali insistiu em um processo transparente e justo para garantir igualdade de oportunidades para cada licitante”.

"Em particular, a Uralkali propôs que o processo de licitação fosse conduzido por meio da apresentação de propostas, em envelopes lacrados, para que fossem abertos na presença de representantes indicados dos proponentes interessados. No entanto, esta proposta foi rejeitada pelos Administradores."

Em essência, Uralkali ressalta que o cronograma para a apresentação de propostas não era viável, especialmente porque o consentimento de qualquer acordo foi exigido de 13 bancos indianos por causa de uma liminar de congelamento dos ativos dos acionistas originais.

"Após nossas discussões com os representantes dos acionistas, ficou claro para nós que a opção de resgate (pelo menos nas condições e dentro dos prazos apresentados pelo Administrador e consistente com nosso próprio código de integridade) não era alcançável devido à complexidade da estrutura legal e devido ao o longo período de tempo necessário para obter consentimentos dos 13 bancos indianos e para ter a aprovação de um tribunal do Reino Unido para uma alteração à injunção de congelamento”.

"A Uralkali apresentou uma proposta reformulada em 6 de agosto de 2018 que, devido às razões acima, não ofereceu mais uma opção de resgate, mas estabeleceu uma proposta muito atraente para a compra de negócios e ativos da Force India em caráter de continuidade."

A declaração conclui: "após a apresentação da nossa proposta, o administrador se recusou a se envolver com a equipe Uralkali, não respondeu a telefonemas e e-mails e se comunicou com a Uralkali em um único e-mail após o fechamento dos negócios em 7 de agosto de 2018 em um acordo de exclusividade com outro licitante sobre uma proposta para resgatar a empresa”.

"Apesar do vencimento do prazo estabelecido pelo Administrador, nenhum plano de resgate foi submetido ao tribunal para aprovação, o que confirmou a opinião de Uralkali de que a opção de resgate não seria possível no prazo e sob as condições propostas pelo Administrador.”

"Sob estas circunstâncias, é surpreendente que nenhuma tentativa tenha sido feita pelo Administrador para se envolver com a Uralkali em relação à sua oferta pelos ativos e negócios da Force India".

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