F1: Mercedes afirma ter teoria "muito promissora" para explicar problemas recentes

Segundo o diretor de tecnologia da Mercedes, a resposta veio após um teste feito durante o final de semana em Baku

F1: Mercedes afirma ter teoria "muito promissora" para explicar problemas recentes

Após duas corridas muito difíceis, em Mônaco e Baku, onde não conseguiu acompanhar o ritmo da rival Red Bull, a Mercedes disse que descobriu uma teoria "muito promissora" sobre seus recentes problemas e que pode ajudar o W12 a dar a volta por cima na Fórmula 1.

Foram diversos problemas nas duas etapas, incluindo a parada de Valtteri Bottas em Mônaco e Lewis Hamilton atingindo acidentalmente um 'botão mágico' em Baku, que deixaram o chefe Toto Wolff afirmando aos quatro ventos que as performances da equipe eram "inaceitáveis".

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Mas escondido em meio à frustração dos resultados está o fato de que a equipe acredita que tenha descoberto uma compreensão melhor do carro, o que pode ajudar na montagem de um contrataque.

Mike Elliot, diretor de tecnologia da equipe, revelou que a Mercedes tirou do fim de semana em Baku uma resposta "promissora" sobre suas preocupações, algo que foi descoberto após as dificuldades vistas nos treinos livres de sexta.

"Entramos no final de semana sabendo que teríamos alguns problemas, mas provavelmente não esperávamos algo como o visto na sexta", disse Elliott no vídeo pós-corrida da Mercedes.

"O que fizemos foi uma série de testes para termos uma compreensão melhor. E, na verdade, das teorias que saíram disso, uma é realmente promissora".

"Infelizmente, o teste que fizemos não aconteceu até depois do TL3, e foi apenas depois que fizemos as simulações de corrida, então enquanto encontramos um bom ritmo na classificação, possivelmente não tínhamos o melhor ajuste para o final de semana e a corrida".

"É algo que precisamos olhar. É algo que precisamos trabalhar para construir o ajuste ao redor das mudanças que fizemos e então manter isso para os finais de semana futuros onde podemos ter problemas similares".

"Outra coisa que precisamos lembrar é que Baku e Mônaco possivelmente são pontos fora da curva e, na verdade, não esperamos ter alguns desses problemas nas próximas corridas. Dedos cruzados: estaremos em uma posição melhor".

Lewis Hamilton, Mercedes W12

Lewis Hamilton, Mercedes W12

Photo by: Glenn Dunbar / Motorsport Images

Elliot explicou que no centro das dificuldades enfrentadas pela Mercedes em Baku estão o problema para aquecer os pneus dianteiros.

"Acho que neste circuito uma das dificuldades está no aquecimento dos pneus dianteiros, e é também um circuito onde você precisa de uma confiança real. Os muros são muito próximos e se você erra, vai parar na parede".

"Essas duas coisas acabam andando junto, porque se você pode ir um pouco mais rápido, pode andar um pouco mais próximo do muro porque está mais confiante, e com isso você aquece um pouco mais os pneus".

"Se você aquece melhor os pneus, tem mais aderência e pode ir mais rápido. Então você acaba com essa espiral positiva que mencionei antes. Se eu olhar para o final de semana, acho que Lewis deu um passo a mais no TL3 em termos de ajuste e que parece tê-lo ajudado a ter um pouco mais do carro".

"Do nada, saímos de dificuldades para realmente estarmos entre os primeiros em termos de ritmo, e Lewis levou isso para a classificação. A volta que ele fez no Q3 para garantir a segunda posição, não foi algo de uma volta só. Ele foi rápido a classificação inteira".

"Com Valtteri, acho que Valtteri não chegou nesse ponto. Ele não encontrou essa gota final de confiança para entrar nessa espiral positiva do mesmo modo".

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