F1: Mercedes diz que precisa descobrir por que Mônaco é sempre "calcanhar de Aquiles"

Hamilton terminou a corrida do último final de semana na sétima colocação enquanto Bottas foi forçado a abandar devido a um problema no pit stop

F1: Mercedes diz que precisa descobrir por que Mônaco é sempre "calcanhar de Aquiles"

O diretor técnico da Mercedes, James Allison, disse que a equipe alemã precisa descobrir por que Mônaco é sempre um "calcanhar de Aquiles" para seus carros de Fórmula 1, depois de lutar novamente no fim de semana passado.

A Mercedes perdeu a liderança em ambos os campeonatos mundiais da F1 no domingo (23), com Lewis Hamilton terminando a corrida na sétima colocação e Valtteri Bottas abandonando devido a um problema no pit stop. 

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O resultado viu o britânico cair para o segundo lugar na classificação geral dos pilotos, atrás do vencedor da corrida Max Verstappen, cuja vitória também ajudou a levar a Red Bull ao topo da tabela de construtores.

O time de Toto Wolff venceu em Mônaco apenas uma vez nos últimos cinco anos - conquistando a vitória em 2019 com Hamilton.

“Acho que se você for olhar para o desempenho de nossa equipe nesta pista nas últimas temporadas, verá que nos anos em que vencemos campeonatos com certa facilidade, mesmo assim temos lutado aqui”, explicou Allison.

“Embora geralmente estejamos em um caminho que entregou em um carro com o qual você pode atacar a maioria das pistas, este tem sido um 'calcanhar de Aquiles'."

“Ironicamente [para] um carro em que uma das suas melhores armas tem sido a gestão dos pneus circuito após circuito após circuito, nesta pista em particular, lutamos um pouco com isso."

“Estamos tentando compreender por que o pneu desgastou um pouco mais cedo do que os nossos concorrentes e é a compreensão do que falhamos há várias temporadas."

“Precisamos descobrir, desde os primeiros princípios, o que estamos errando neste caminho, e o que estamos fazendo ano após ano, que simplesmente não é certo para este lugar.”

Hamilton sentiu que o design com uma distância mais longa entre eixos que a Mercedes tradicionalmente buscava com seus carros o deixava em desvantagem para Mônaco todos os anos.

“Esta nunca foi uma pista forte para nós”, disse o heptacampeão.

“Temos o carro mais longo, mais comprido, o que significa que é como um ônibus para fazer curvas, por isso não é tão ágil quanto os outros em uma pista pequena como esta, mas é ótimo em outros lugares.”

O chefe da Mercedes F1, Toto Wolff, falou sobre a importância de projetar um carro que funcionasse bem durante toda a temporada, aceitando que haveria certos layouts que revelariam as fraquezas.

"Tivemos excessão, como 2019, acredito, em termos de ritmo, mas é semelhante ao tipo de acontecimentos que tivemos em Singapura no passado”, disse Wolff.

“Está de alguma forma enraizado no DNA quando nosso carro vai bem ou não, e as respostas nem sempre são fáceis de encontrar. Parece ser um DNA inerente ao carro."

“Mas, no nosso caso, sabemos onde precisamos otimizar o carro, como precisamos colocar os pneus em uma janela melhor. E você está construindo um carro para 23 corridas, e haverá outliers onde você terá um desempenho inferior."

“Mônaco é definitivamente um ponto fora da curva onde você precisa de um carro totalmente diferente para as outras pistas.”

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