F1: Pilotos ainda insatisfeitos com mudanças da FIA pós-GP de Abu Dhabi 2021 e pedem melhorias

Apesar de muitos competidores entenderem que novos diretores de prova precisam de tempo, paddock é quase uníssono em pedir consistências nas decisões

F1: Pilotos ainda insatisfeitos com mudanças da FIA pós-GP de Abu Dhabi 2021 e pedem melhorias
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Diversos pilotos de Fórmula 1 disseram que as mudanças que a FIA realizou no regulamento e procedimentos de direção de prova e comissários após o GP de Abu Dhabi no ano passado ainda precisa de melhorias.

A autoridade máxima do automobilismo fez mudanças significativa após a corrida que coroou Max Verstappen como campeão de 2021, quando as regras sobre procedimentos do safety car foram interpretadas de uma nova forma pelo diretor de prova na ocasião, Michael Masi.

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A FIA levou à F1 dois novos diretores de prova: Niels Wittich, que executou a mesma função no DTM, e Eduardo Freitas, que chegou ao cargo na F1 pelo trabalho realizado no WEC e nas 24 Horas de Le Mans, corrida em que foi o diretor neste ano.

Essa foi a principal mudança realizada pela FIA, mas outras medidas foram implementadas, como a criação de uma sala virtual em sua base em Genebra para auxiliar o diretor de prova, bem como as equipes só poderão entrar em contato com o controle de corrida durante uma atividade em pista via um intermediário, não mais o chefe diretamente.

As alterações não pararam com as controvérsias, ainda mais enquanto o foco de Wittich seja proibir que os pilotos utilizem joias e usem roupas íntimas à prova de fogo, algo que gerou algumas manchetes nesse ano.

Neste ano, os debates também incluíram o incidente entre Carlos Sainz e Sergio Perez em Jeddah, a penalização a Fernando Alonso por cortar uma chicane em Miami e as duas Red Bulls passando em cima da linha de saída do pit sem qualquer reprimenda, visto que Yuki Tsunoda foi punido por lance parecido na Austria, em 2021.

Vários pilotos expressão sua frustração ao pedirem a instalação de uma barreira de proteção em Miami, após Sainz ter batido na chicane e onde Esteban Ocon teve um chassi rachado. Isso tudo, combinado com o debate em cima do uso de joias por parte dos pilotos, tem criado tensões entre o grid e os oficiais.

Perguntado sobre essas mudanças em 2022, Alonso, que teve a fúria por ter sido punido em Miami acalmada pelo presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, disse: “Tenho total confiança no presidente. Essa seria minha resposta”.

“No momento, talvez [as decisões sejam] um pouco difíceis. Vimos coisas no começo do ano que não são consistentes como queríamos ou pedimos. Acho que tem espaço para melhorar, sim e confiou no presidente. Então, ele vai consertar o que precisa”, completou.

Fernando Alonso, Alpine F1 Team, in the drivers' press conference

Fernando Alonso, Alpine F1 Team, in the drivers' press conference

Photo by: Carl Bingham / Motorsport Images

Charles Leclerc também falou sobre esse assunto. “Gostaria de ver mais consistência, isso precisa melhorar. Se vão progredir ou não, eu não sei, mas como Fernando disse, há espaço para melhorias e agora só precisamos disso”, destacou.

Potencialmente o maior impactado pelas decisões da direção de prova em Abu Dhabi no ano passado, Lewis Hamilton declarou que “temos de ter confiança de que eles continuação progredindo” e pensa que isso “é sobre colaboração”. “Em geral, acho que estão fazendo um bom trabalho. Vai melhorar. Estamos tentando trabalhar com a FIA”, comentou.

“Para o Mohammed, eu acho que é cargo enorme, um sapato muito grande para calçar, e precisamos lhe dar tempo. Há muitas coisas que ele quer fazer e muitas coisas que ele quer mudar. Pelo o que ele nos disse, eu acredito que vai fazer isso”, prosseguiu o inglês.

Sebastian Vettel reconheceu que para os pilotos “sempre é difícil lidar com decisões que você às vezes concorda, às vezes não”. “Mas isso é natural do esporte. Nem sempre é algo preto no branco. Para nós, você pode sempre melhorar e o quanto pode aprender”, apontou.

Officials, including Niels Wittich, Race Director, FIA, Bernd Maylander, Safety Car Driver, inspect the track

Officials, including Niels Wittich, Race Director, FIA, Bernd Maylander, Safety Car Driver, inspect the track

Photo by: Carl Bingham / Motorsport Images

Sobre a questão específica de ter diretores de corridas alternados, Kevin Magnussen disse na quinta-feira anterior ao GP do Azerbaijão que “isso tem causado mais dificuldade para entender quais são as regras”, enquanto George Russell falou que é “muito cedo para julgar”.

“Obviamente, os dois diretores de corrida são novos nesse papel e, como qualquer um, eles precisam de tempo para se adaptarem. Eles estiveram em sete corridas – cinco [Wittich] e duas [Freitas]. Eu acho que eles precisam ter um diálogo abertos com os pilotos. Ou entre diretores de prova e chefes de equipe”, declarou Vettel.

“Obviamente, nós temos apenas 20 pilotos dentro de seus carros de corrida e cada um tem um sentimento da prova e da pista único – sobre o que precisa melhorar na segurança, melhorar na corrida e o que seja. Precisamos de um relacionamento aberto para movemos o esporte em todas as direções. Acho que isso vai acontecer em poucos GPs. Estou esperançoso que estaremos na mesma página em breve”, completou o alemão.

Em coletiva de imprensa realizada antes das atividades em Baku, Valtteri Bottas sugeriu: “Um [diretor de prova] pode ser melhor do que dois ou três. Isso é o que eu acho. Ter a mesma pessoa em todas as corridas, você discute com o mesmo cara que está sempre nas provas, que recebeu todo tipo de feedback e sabe nossa opinião. É o que penso, acho que funcionaria melhor”.

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