F1: Sem disputar vitórias desde 2015, Ocon diz que não se sentiu "enferrujado" na Hungria

Último triunfo do francês havia sido na GP3 há mais de seis anos, mas isso não o atrapalhou na batalha à frente do pelotão

F1: Sem disputar vitórias desde 2015, Ocon diz que não se sentiu "enferrujado" na Hungria

Esteban Ocon não se sentiu "enferrujado" ao lutar por sua primeira vitória em seis anos durante o surpreendente GP da Hungria de Fórmula 1. O francês se beneficiou do drama da primeira curva e de um erro de estratégia da Mercedes para assumir a liderança da corrida na quinta volta, antes de controlar o ritmo a caminho de um triunfo surpresa para a Alpine.

O piloto passou a maior parte da corrida sendo seguido de perto por Sebastian Vettel, da Aston Martin, que esteve dentro do alcance do DRS por períodos significativos, mas o alemão não conseguiu chegar perto o suficiente para tentar uma ultrapassagem.

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Foi a primeira vez que Ocon liderou na F1 e a vitória foi inédita em sua carreira na categoria. Sua última no automobilismo havia sido na GP3 (atual Fórmula 3) em maio de 2015, no circuito de Barcelona. No entanto, apesar de não ter experiência recente de disputas na frente do pelotão, ele explicou após a corrida que não sentiu falta de ritmo.

"Não me senti enferrujado e, lamento desapontá-lo, mas é mais fácil lutar na ponta como fizemos agora, controlar os adversários que estão atrás, do que estar no meio como geralmente. Isso é muito mais difíci", disse o francês. "Então, nesse tempo todo na F1 eu treinei muito bem."

"Foi difícil a pressão de Seb [Vettel], ele me deu um trabalho árduo, mas quando você está à frente, tem ar puro, é você quem está ditando o ritmo em uma pista dessas", acrescentou.

O tetracampeão foi desclassificado dos resultados por conta de uma infração de combustível, mas disse depois da corrida que se sentiu mais rápido do que Ocon, o que o deixou frustrado por não ter conseguido alcançar e ultrapassar o piloto vencedor.

Esteban Ocon, ART Grand Prix

Esteban Ocon, ART Grand Prix

Photo by: GP3 Series Media Service

A vitória é a primeira para da Alpine na F1 e a primeira para a Renault desde o retorno em 2016. A equipe de Enstone não ganhava desde o triunfo de Kimi Raikkonen no GP da Austrália de 2013, pela Lotus. Apesar disso, Ocon temeu a certa altura que ele e a equipe tivessem feito a chamada errada, após ser o primeiro carro na fila a colocar pneus de pista seca antes da relargada.

O então líder da prova Lewis Hamilton optou por continuar com os intermediários e deixou o francês à frente de um pelotão de 14 carros nos boxes, enquanto partia sozinho no grid.

Esteban disse que foi uma "decisão difícil" mudar para os secos, observando que o heptacampeão "normalmente não toma decisões erradas".

"Eu nunca o vi tomando uma atitude equivocada, então ir aos boxes quando você está em segundo na pista é um pouco doloroso no começo", disse Ocon. “No entanto, estou feliz por termos feito isso, porque estávamos muito à frente. A equipe também fez um ótimo pit stop."

"Sebastian teve uma parada lenta, provavelmente foi isso que fez a diferença, porque eles tinham chances. Então, mérito para os caras na garagem de novo, foi o principal trabalho deles."

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