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Renault admite sensação “amarga” ao sacrificar ritmo

Cyril Abiteboul lamenta ter tido que reduzir ritmo do motor em Interlagos e se mostra indeciso sobre estratégia para Abu Dhabi

Brendon Hartley, Scuderia Toro Rosso STR12, Daniel Ricciardo, Red Bull Racing RB13, Pascal Wehrlein,
Cyril Abiteboul, Managing Director, Renault Sport F1 Team, Helmut Markko, Consultant, Red Bull Racin
Nico Hulkenberg, Renault Sport F1 Team RS17
Max Verstappen, Red Bull Racing RB13, Fernando Alonso, McLaren MCL32
Pierre Gasly, Scuderia Toro Rosso STR12, Marcus Ericsson, Sauber C36
Brendon Hartley, Scuderia Toro Rosso STR12, Marcus Ericsson, Sauber C36
Max Verstappen, Red Bull Racing RB13

Diretor esportivo da Renault na F1, Cyril Abiteboul afirmou que houve uma sensação “amarga” por ter que sacrificar performance para garantir confiabilidade durante o GP do Brasil.

A Renault enfrentou uma série de problemas mecânicos nas últimas corridas, com as Toro Rosso de Pierre Gasly e Brendon Hartley sofrendo punições no grid no fim de semana em Interlagos.

Como resultado, a Renault teve de diminuir o regime de seus motores para reduzir as chances de novas falhas durante a corrida.

Os carros da equipe oficial, de Nico Hulkenberg e Carlos Sainz, ficaram em 10º e 11º, uma volta atrás, enquanto que Max Verstappen e Daniel Ricciardo, da Red Bull, foram quinto e sexto.

Gasly foi o 12º, enquanto que Hartley abandonou com problemas no consumo do óleo.

“Sabíamos que estaríamos em posição em que precisaríamos sacrificar performance para poder aumentar a confiabilidade”, disse Abiteboul ao Motorsport.com.

“Não é uma situação bacana de estar. Tudo estava definido após a primeira volta. Foi uma corrida sem graça para nós, e, na verdade, é um pouco amargo, porque sabíamos que tínhamos muito mais potencial.”

“Precisávamos apenas garantir que isso não aconteça de novo e que não tenhamos que escolher entre performance e confiabilidade. Se quisermos correr na F1, precisamos dos dois.”

Abiteboul afirmou que a Renault iria decidir nos próximos dias se a mesma medida precisará ser tomada na prova final da temporada, em Abu Dhabi.

A Renault está apenas dois pontos à frente da Haas, em sétimo nos construtores, com a Toro Rosso dois pontos à frente, em sexto.

“Precisamos pensar sobre o que fazer em Abu Dhabi. Por um lado, gostaríamos de poder se dar ao luxo de ser agressivo, porque, se não formos agressivos na última corrida, quando seríamos?”

“Ao mesmo tempo, sabemos que a Haas está perto no campeonato, então precisamos ter uma abordagem de equilíbrio. Esse será o foco nos próximos dias.”

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