Steiner critica Haas e afirma que evitou quebra da equipe na F1

"Não entendo, mas ele faz o que quiser. Respeito, mas nunca faria isso pois me parece um 'caminho para lugar nenhum'. No fim, preciso acatar", disse Gunther

Guenther Steiner, diretor da equipe, Haas F1 Team

Andy Hone / Motorsport Images

No começo deste ano, a Haas anunciou a saída de Gunther Steiner da chefia da equipe na Fórmula 1, já que o proprietário do time, o norte-americano Gene Haas, optou por não renovar com o engenheiro. Agora, o ítalo-americano falou abertamente sobre o caso e não 'se segurou'.

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Em entrevista ao RacingNews365, Steiner criticou fortemente a escolha do dono da escuderia dos Estados Unidos e afirmou que salvou a equipe de quebrar na F1 em 2020, quando conseguiu patrocinadores.

"Não entendo, mas ele [Gene] faz o que quiser. Entendo e respeito, mas eu nunca faria isso e essa é minha opinião porque me parece um 'caminho para lugar nenhum'. No fim, preciso acatar pois ele manda na equipe, então quem sou eu para dizer o que ele deve fazer? Faz o que quiser e eu farei o que bem entender, simples assim. A vida é assim e posso viver com minhas escolhas”, começou Gunther, antes de falar sobre quando 'salvou' o time de sair da categoria máxima.

“Sou bem teimoso e diria que a teimosia manteve a equipe unida. Em 2020, com a pandemia, o Gene obviamente queria encerrar [tudo], disse que estava pronto para fechar. Eu disse que, se eu achasse o dinheiro, continuaríamos. Ele concordou, então achei o dinheiro e a equipe seguiu”, disse Steiner, que, na época, conseguiu angariar o apoio financeiro russo que posteriormente acarretaria na entrada de Nikita Mazepin na equipe americana da elite global do esporte a motor.

“Esse foi o 'fundo do poço' porque estávamos em um momento de fazer algo ou desistir, não havia nada 'no meio'. Era preciso ser feito algo e assim aconteceu. Claro, com essa decisão, alguns anos difíceis se seguiram e o time teve uma queda", ponderou Steiner.

“Em 2018, terminamos [o Mundial de Construtores] no quinto lugar, depois oscilamos um pouco em 2019, mas havia outra razão e vocês da mídia sabem, que era o motor. Quando a fonte de dinheiro foi tirada em 2020, voltamos para o 'começo', talvez até pior. Acho que esse foi o pior momento da equipe”, completou o ítalo-americano, que chefiou a escuderia desde sua entrada na F1, em 2016. Ele será substituído pelo japonês Ayao Komatsu, até então o chefe de engenharia.

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