Todt diz que F1 não deve se misturar com política, mas cita ONU para defender GP saudita

Presidente da FIA quer corrida em nação com violações aos direitos humanos; mulheres não podiam dirigir no país até recentemente

Todt diz que F1 não deve se misturar com política, mas cita ONU para defender GP saudita

A adição da Arábia Saudita ao calendário de 2021 da Fórmula 1 levantou questões de grupos de direitos humanos por desrespeitos no país. Enquanto outros locais como Bahrein, China e Rússia também se mostraram controversos no passado.

O presidente da FIA, Jean Todt, disse que sua função de segurança no trânsito na ONU deu a oportunidade de se encontrar com especialistas da causa que concordaram que a F1 deveria visitar esses locais e defendeu a realização de GPs por lá.

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"É algo muito especial no meu coração", disse ele. “E há cinco anos estou muito envolvido com as Nações Unidas. Se você vir o painel de alto nível que fiz sobre segurança no trânsito, verá Michael Ellison, um ex-alto comissário para os direitos humanos. Você tem Michelle Bachelet, que é a atual alta comissária. Filippo Grandi, para refugiados. Então, de certa forma, é um privilégio conversar sobre com eles."

“Ontem Stefano [Domenicali] veio me visitar e eu estava com Jacques Toubon, ex-ministro da Justiça que foi até o ano passado encarregado dos direitos humanos na França, e discuti com ele sobre isso. Todos são a favor de corridas em qualquer parte do mundo. Quer dizer, nós somos um esporte", completou.

Todt disse que o debate se estende para outras modalidades além da F1: "É também algo que discuti muito com o Comitê Olímpico Internacional, com Thomas Bach, porque eles têm o mesmo problema. E é claro que consideramos que o esporte não deve estar envolvido com a política”.

O dirigente enfatizou que a FIA deveria conversar com grupos sobre as nações que as corridas visitam e sugeriu que eventos de alto perfil realmente dão a eles uma chance de destacar questões importantes.

“Precisamos nos envolver com as ONGs”, disse o presidente. “E quero dizer boas organizações, como a Human Rights Watch, que são pessoas adequadas. Que tipo de contribuição podemos dar? Estamos trabalhando nisso."

“Você pode interpretar como isso ajuda. Na minha opinião, ir a esses países também dá a chance para as pessoas que têm questionamentos sobre o país falarem o que provavelmente não fariam de outra forma. Então, como eu disse, é uma grande questão de interpretação, mas acho que é certo."

Todt confirmou que a FIA poderia vetar as escolhas de cronograma feitas pela F1 e Liberty Media: "Quem está propondo o calendário? É o detentor dos direitos comerciais. Seria injusto dizer que são só eles."

"No final das contas, uma vez que uma programação é proposta, ela vai para mim e ao Conselho Mundial, que concorda. Eu nunca me lembro de um cara ter dito que não deveríamos ir a tal lugar. Visitar esses países é um acordo combinado."

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