Indy: McLaughlin segura Palou e converte pole em vitória em St. Petersburg; Castroneves é 14º

Estratégia de paradas e consumo de pneus foi fundamental para a definição do resultado deste domingo na Flórida

Indy: McLaughlin segura Palou e converte pole em vitória em St. Petersburg; Castroneves é 14º
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Neste domingo, a IndyCar abriu a temporada de 2022 com uma grande corrida em St. Petersburg. E a categoria tem um novo vencedor: o tricampeão do Supercars Australiano, Scott McLaughlin, teve uma performance brilhante no final para segurar o atual campeão Álex Palou, conquistando seu primeiro triunfo na categoria americana.

Will Power completou o top 3, enquanto Colton Herta foi o quarto e Romain Grosjean o quinto. Helinho Castroneves foi o 14º.

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Como sempre um dos principais segredos do clássico circuito de St. Pete é sobreviver à movimentada largada, além de acertar as paradas e o funcionamento dos compostos, algo que tem se mostrado um dos grandes desafios para os pilotos neste fim de semana. No top 10, apenas Power apostou nos compostos pretos, mais duros.

 

Na largada, McLaughlin e Herta dispararam na frente, com VeeKay subindo para terceiro e Power ficando em quarto. Mais atrás, o campeão Palou subia para oitavo, sendo pressionado por O'Ward, que escalou o pelotão em poucos metros após sair de 16º. Já Castroneves ficou em 17º. Foi uma primeira volta sem problemas ao longo de todo o grid.

 

Na quinta volta, de um total de 100, McLaughlin se mantinha tranquilamente na ponta, abrindo mais de 1s5 para Herta, que abria 1s para VeeKay. Já Power ficava mais atrás, a quase 2s do holandês. Atrás, Castroneves era ultrapassado por Rosenqvist, caindo para 18º. Uma briga que esquentava neste momento era Dixon versus Palou, com o campeão de 2021 buscando subir para sétimo.

Com os novos pneus sendo mais rápidos e, por consequência, de maior desgaste, alguns carros já entravam nos boxes antes mesmo da décima volta. 

Na 15ª volta, McLaughlin já abria 3s5 para Herta, que tinha outros 3s5 de vantagem para Power em terceiro. Já VeeKay, Ericsson e Grosjean disputavam pela quarta posição, o que permitiu ainda a aproximação de Palou. Em três voltas, o holandês da Ed Carpenter havia caído de quarto para oitavo, perdendo ainda para Rahal, enquanto era pressionado por Rossi e Sato.

 

Na frente, Power, com pneus mais duros, assumia a segunda posição em cima de Herta, que perdia rendimento.

 

Na 25ª volta, após o primeiro quarto de prova, McLaughlin se mantinha na ponta, mas via a diferença para Power cair rapidamente devido à perda de rendimento do pneu vermelho. A vantagem era de menos de 3s, mas a bandeira amarela veio para mudar as estratégias de todo mundo após o novato David Malukas bater seu carro da Dale Coyne no muro.

Quando os pits foram abertos, na volta 28, a movimentação nos boxes foi intensa, levando a importantes mudanças na classificação: Rossi, Dixon e O'Ward ocupavam a ponta. Newgarden, Pagenaud, Kirkwood, Rosenqvist, DeFrancesco, Kellett e Harvey fechavam os dez primeiros, enquanto McLaughlin era o 13º, à frente de Power, Palou e Herta.

A movimentação nos boxes ainda causou alguns problemas, com um 'sanduíche' entre Ericsson, Rahal e Grosjean que se tocaram na saída dos pits.

 

A bandeira verde foi acionada novamente no início da 34ª volta. Entre os ponteiros originais, Palou rapidamente passou por Power para assumir a 13ª posição. Dos pilotos que não pararam na amarela, o líder Rossi entrou nos boxes na volta 38, trocando o pneu preto pelo vermelho.

Na metade da prova, a classificação já se assemelhava mais à de antes de bandeira amarela. VeeKay liderava com 1s5 de vantagem para Ilott, enquanto McLaughlin era o terceiro, tendo Palou em sua cola e Herta e Power pouco mais atrás.

O último ciclo de parada dos líderes começou próximo da volta 65, começando com Herta, que apostou em dois pits contra três de outros. McLaughlin entrou nos boxes logo atrás, colocando um novo jogo de pneus pretos, voltando à frente de Herta. Depois foi a vez de Palou, que retornou colado no neozelandês da Penske.

Na volta 75, a 25 do fim, Dixon liderava, mas ainda sem fazer a sua parada final, tendo quase 15s de vantagem para McLaughlin. O piloto da Penske abria o pelotão de pilotos que não parariam mais. Palou era o terceiro, 2s5 atrás, tendo VeeKay em quarto, Power em quinto e Herta em sexto.

Dixon finalmente parou na abertura da volta 79, mas acabou perdendo na troca de um dos pneus, retornando em oitavo , atrás de Grosjean. Com isso, McLaughlin retomou a liderança, tendo mais de 2s6 para Palou, que abria quase 3s para Power, enquanto VeeKay e Herta fechavam o top 5.

Fazendo o jogo de equipe da Ganassi, Jimmie Johnson, como retardatário, soube segurar bem McLaughlin para permitir a aproximação de Palou a 12 voltas do fim, abrindo a disputa pela vitória. A cinco do fim, McLaughlin se aproximava de um pelotão de retardatários enquanto o espanhol se aproximava, com a diferença caindo para menos de 0s5.

No final, Scott McLaughlin segurou Álex Palou brilhantemente para vencer pela primeira vez na Indy, convertendo a pole do sábado em vitória. O atual campeão bem que tentou, com uma tentativa de mergulho na última curva, mas não conseguiu a ultrapassagem. Will Power fechou o top 3.

 

Colton Herta, Romain Grosjean, Rinus VeeKay, Graham Rahal, Scott Dixon, Marcus Ericsson e Takuma Sato fecharam os dez primeiros. Após uma parada ruim que comprometeu sua estratégia, Hélio Castroneves foi o 14º.

O grid da Indy tira agora três semanas de folga, retomando as atividades apenas no fim de semana de 19 e 20 de março com o primeiro oval da temporada, o Texas Motor Speedway, com transmissão no Brasil da ESPN, TV Cultura e Star+.

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