Honda precisa mudar mentalidade para acabar com má fase na MotoGP

Situação da montadora é crítica; na Alemanha, Honda teve a primeira corrida sem pontuar em 40 anos

Honda precisa mudar mentalidade para acabar com má fase na MotoGP
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A Honda vive uma má fase na MotoGP em 2022, com apenas 85 pontos conquistados no Mundial de Construtores em 11 corridas até agora, fazendo apenas um pódio com Pol Espargaró no Catar. Para o chefe da equipe japonesa, Alberto Puig, a montadora precisa "mudar o modo de pensar" para acabar com esse momento.

Desde o pódio de Espargaró, o melhor resultado foi um quarto lugar com Marc Márquez em Jerez, com o hexacampeão ainda sendo o melhor classificado no campeonato mesmo tendo disputado apenas seis corridas da temporada.

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Márquez, que está em 13º com 60 pontos, está fora devido à quarta cirurgia no braço esquerdo, e foi substituído pelo piloto de testes Stefan Bradl, que deve ficar na vaga até o fim da temporada.

A Honda mudou substancialmente a RC213V para 2022 buscando melhorar a tração traseira, algo que afetou muito a performance nos anos anteriores, mas parece ter progredido pouco, além de tornar mais complicado para os pilotos anteciparem a dianteira.

A situação é tão crítica que, no GP da Alemanha, a Honda registrou sua primeira corrida sem pontuar desde o boicote ao GP da França de 1982. Falando antes da pausa de verão, Puig admitiu que a Honda "claramente não é competitiva", e diz que é necessário uma mudança de abordagem para voltar a vencer.

"Bem, não é uma boa temporada para nós, e não há nada para nos aprofundarmos nisso. Claramente não somos competitivos e temos que melhorar. É o que estamos tentando fazer".

Alberto Puig, Repsol Honda Team Team Principal

Alberto Puig, Repsol Honda Team Team Principal

Photo by: Gold and Goose / Motorsport Images

"Você pode dizer isso de vários modos, dar longas explicações, mas a verdade é que temos que melhorar, e precisamos mudar nossos procedimentos. É o que estamos tentando fazer. Na história da Honda, tivemos mais momentos bons do que ruins, em termos de resultados. Agora estamos em um ruim, e precisamos resolver isso".

"A história da Honda é uma de nunca desistir. Podemos olhar para um momento ou outro, e vamos chegar lá. Mas provavelmente precisamos mudar nosso modo de pensar, e o ponto chave é de não desistir dessa busca, tentando encontrar soluções melhores".

Em termos de pilotos, a Honda terá uma nova direção em 2023, ao tirar Espargaró da equipe oficial e Álex Márquez e Takaaki Nakagami da LCR. Márquez vai para a Gresini Ducati, sendo substituído por Álex Rins, enquanto Joan Mir deve ocupar a vaga de Pol ao lado de Marc.

Já Nakagami deve perder sua vaga para Ai Ogura, piloto da Moto2, enquanto Pol deve voltar à Tech3 e a KTM.

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