Duas semanas depois, Camilo e Fraga relembram acidente de Curitiba

Ainda guardando cicatrizes do maior acidente da Stock Car nos últimos anos, pilotos garantem que estão bem

Duas semanas depois, Camilo e Fraga relembram acidente de Curitiba
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Quando Thiago Camilo entrou na reta dos boxes de Curitiba na volta 10 da corrida 1 há duas semanas, um problema mecânico o fez ficar lento. Metros depois, ele seria acertado de lado por Felipe Lapenna e Rafa Matos. E em cheio na traseira por Felipe Fraga.

Depois de todo o susto e idas ao hospital, os pilotos confirmaram ao Motorsport.com nesta sexta-feira em Goiânia que estão bem.

“Foi uma pane elétrica no carro, um fusível queimou. Ele apagou 100%”, lembrou Thiago Camilo, que ficou em oitavo nesta sexta-feira. De forma curiosa, exatamente uma posição à frente de Fraga.

“Eu comuniquei a equipe pelo rádio e eles me mandaram resetar o sistema. Tentei religar o carro e isso foi próximo da hora que estava pela direita, tentando fazer o carro pegar de novo. Mas foi tudo muito rápido, não deu para pensar em nada.”

Fraga acabou tendo a visão encoberta enquanto apertava o push-to-pass para ultrapassar Rafa Matos. “Não lembro de muita coisa. Só lembro de ver o patrocinador do Thiago Camilo na minha frente e depois dentro do meu carro praticamente”, falou Fraga, que hoje foi o nono mais rápido.

“Eu bati acelerado, sem virar e sem frear. Não tive tempo de fazer nada. Depois eu apaguei e só acordei quando estavam me tirando do carro. Desmaiei mas não teve nada. Fizemos todos os exames neurológicos, ressonância e raio-x, então estou pronto para correr”.

“Os dados do meu carro nós não temos. Os sensores que medem isso sumiram no acidente. Mas o Rafa Matos estava a 223 km/h (informação dada em nota pela equipe Schin). Eu estava com o push-to-pass acionado e mais rápido que ele. Aproximadamente uns 230 km/h.”

Os dois ainda não estão 100% fisicamente. Fraga está com a perna direita cortada e Thiago Camilo com o tornozelo esquerdo lesionado nos ligamentos. “Eu estou ainda com a bota ortopédica. Só agora que tirei por teimosia”, disse quando questionado pelo Motorsport.com.

“Preciso usar por conta do ligamento, porque não posso forçar. Dentro do carro estou sentindo um pouco de dor. É difícil, no momento em que tiro a sapatilha parece que o pé incha, mas não tem o que fazer. Jamais pararia no meio de uma corrida por dor. Tem alguns anti-inflamatórios que têm substâncias proibidas. Parei de tomar quarta-feira por isso.”

Fraga também agradeceu à Voxx, que preparou seu carro rapidamente para a Corrida do Milhão. “Está tudo bem, graças a Deus. Tivemos apenas problemas materiais mesmo. Tive que fazer três pontos na canela – o que não é nada perto do que passei. Mas está tudo bem. A equipe está de parabéns também, reconstruiu um carro novo em cinco dias – um tempo recorde.”

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