Alemanha, Malásia, Vietnã e mais: as pistas interessadas em entrar / retornar ao calendário da F1

Boom de popularidade da categoria faz com que palcos clássicos mirem retorno ao calendário, mas organizadores destacam empecilhos

Starting grid atmosphere

Após alguns anos em baixa, a Fórmula 1 voltou a levantar interesse de praças ao redor do mundo. Recentemente, a categoria passou por uma expansão do calendário, chegando a 23 GPs em 2023, um recorde, em meio ao interesse de diversos outros lugares para voltar a integrar o Mundial no futuro.

Desde a chegada da Liberty Media, o calendário da F1 passou por alterações, com a chegada de novos GPs como Arábia Saudita, Catar, Miami e Las Vegas e o retorno de pistas clássicas, como Holanda e Ímola.

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Mesmo com as equipes criticando o inchaço do calendário e o impacto disso em pilotos, mecânicos, engenheiros e demais funcionários, a F1 vem falando abertamente que, se quisesse, poderia contar com 30 ou mais GPs em uma mesma temporada. E, nas últimas semanas, os organizadores de diversas etapas vêm demonstrando interesse em integrar ou reintegrar o esporte.

O primeiro caso é o do GP do Vietnã. Inicialmente anunciado para a temporada 2020, a etapa acabou sendo cancelada naquele ano por conta da pandemia da Covid-19 antes de ser removida definitivamente em 2021 devido a atritos com o novo governo local. Mas, segundo o portal Grandprix, as chances de um retorno da etapa de Hanói existem.

"As chances do renascimento do GP do Vietnã subiram repentinamente, após as notícias de que Stefano Domenicali [CEO da F1] fez uma visita a Hanói a caminho da Austrália".

O governo local investiu na estrutura para a realização do Circuito de Rua de Hanói próximo ao Estádio Nacional My Dinh. Atualmente, a maior parte da estrutura foi desmantelada, com o espaço sendo devolvido ao Departamento de Cultura e Esportes de Hanói.

Outro lugar que é desejo antigo da F1 é a África do Sul. O circuito de Kyalami esteve próximo de confirmar seu retorno para a temporada 2023, mas as negociações não avançaram o suficiente. A categoria segue investida em garantir a volta ao continente africano, o único sem uma corrida no momento.

Fora do calendário da F1 desde 2017, a Malásia já demonstrou interesse em retornar ao esporte, mas afirmou que, nas condições atuais, isso não é possível, devido ao alto custo necessário para realizar um GP.

"O automobilismo é caro, e o ministério não quer que o Circuito Internacional de Sepang aguente a carga sozinho", disse Hanna Yeoh, Ministra dos Esportes da Malásia, ao site TheVibes.com. "A Fórmula 1 é muito cara. Se pudéssemos organizar um GP, teríamos feito mas, por agora, não podemos permitir".

Um dos palcos clássicos da F1, a Alemanha está fora do calendário desde 2020, quando a pandemia levou à entrada repentina do GP de Eifel para ajudar a preencher o cronograma. No momento, não há planos concretos para um retorno, apesar da própria categoria sentir a ausência do país no esporte, mesmo com pilotos e marcas como Mercedes, Mick Schumacher e Sebastian Vettel.

Diretor do circuito de Hockenheim, Jorn Teske, falou com o portal Sport1 sobre as chances de retorno da Alemanha.

"Temos muita vontade de ver a F1 novamente na Alemanha. Sabemos o quão importante é ter o pináculo do automobilismo na pista e na região. Sabemos que nossa reputação mundial deve-se à F1 e estamos fazendo o possível para voltarmos, mas mantemos nossa opinião de que um GP não deveria significa nossa ruína financeira".

Por isso, Teske não descarta o retorno do GP da Alemanha como no passado: uma rotação entre Hockenheim e Nurburgring.

"Creio que uma solução alternativa seja a melhor saída. Entendo a F1 querer uma variação de corridas no calendário. Do nosso lado, teríamos que investir esses altos valores somente a cada dois anos. E assim conservaríamos nossa imagem e status de uma pista de F1".

Galvão Bueno tem projeto para voltar a narrar F1; saiba mais no vídeo:

 

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