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ANÁLISE: O que torna o FW44, carro da Williams para a F1 2022, diferente dos outros apresentados

Equipe britânica mostrou seu monoposto 'real' da próxima temporada em shakedown no circuito de Silverstone - e já dá para notar alguns detalhes técnicos

Alex Albon, Williams FW44

Outro carro aparece, outra abordagem diferente surge: desta vez é o Williams FW44 e, embora tenhamos poucas imagens do shakedown que a equipe realizou com seu desafiante para a Fórmula 1 2022 em Silverstone, alguns detalhes são claros para analisar.

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Começando na frente, o bico é muito mais curvado do que vimos apresentado pelas outras equipes até agora, com o topo do chassi seguindo um design semelhante.

A ponta está conectada ao segundo dos quatro elementos da asa dianteira, com o mainplane inclinado para baixo na região central para ajudar a direcionar o fluxo de ar para a parte inferior.

A asa em si é provavelmente um espaço reservado usado para o shakedown, pois faltam alguns dos detalhes que vimos em alguns dos outros carros que foram lançados até agora - com exceção do diveplane que parece mais torcido ao longo de seu comprimento do que alguns dos outros exemplos.

A Williams também optou por deslocar a grade do duto de freio dianteiro e os defletores da roda para que eles provavelmente tenham um desempenho diferente do pretendido.

Parece que a escuderia também pode ter se juntado ao 'lado negro da Força' em algum momento - nas entradas do duto de freio, parece que Darth Vader está saindo delas para ajudar a recolher o ar e resfriar os componentes!

A única área dos carros que realmente capturou a imaginação de todos este ano é como cada equipe apresentou uma solução diferente em relação ao design do sidepod.

Williams FW44

Williams FW44

Photo by: Williams

No caso da Williams, isso parece bem evidente, pois parece ter adicionado mais resfriamento à linha central do monoposto, o que é evidenciado pela caixa de ar retangular muito maior e pela grande proteção do motor atrás dele.

Ao mudar para uma abordagem mais dominante na linha central, que vimos equipes como Red Bull, AlphaTauri e Alpine adotarem nos últimos anos, isso oferece mais liberdade em termos de design de sidepod.

A esse respeito, o FW44 segue seus antecessores na criação de um sidepod muito curto e íngreme que desce até o chão e entra na carroceria da proteção do motor o mais rápido possível. A natureza estreita é evidenciada ainda mais pelas bolhas usadas para cobrir as duas barras de impacto lateral à medida que se projetam do chassi (setas vermelhas na imagem acima).

A Williams usará a caixa de câmbio da Mercedes pela primeira vez nesta temporada para liberar recursos e, como a Aston Martin, que também recebe o fornecimento do componente, a escuderia optou por um layout de suspensão traseira com haste. Isso sugere que podemos esperar o mesmo da Mercedes quando vermos o W13 sendo revelado na próxima sexta-feira (18).

A carroceria inferior se afunila firmemente em direção à região da coke bottle e apresenta a solução de saída de resfriamento suspensa que vimos em outros lugares - que as equipes tendiam a favorecer durante a era V8.

Como a McLaren, também com motor Mercedes, a Williams optou por um único pilar de suporte da asa traseira montado centralmente, que é unido ao pod do DRS. Isso é considerado uma compensação, com a peça pesando um pouco mais para que seja robusta o suficiente para os testes de flexão da asa, mas fornece o impulso aerodinâmico de ter apenas um elemento interferindo no mainplane da asa traseira.

Embora o FW44 pareça ter alguns sensores na extremidade traseira do assoalho, podemos ver que a entrada da chamada 'casa de rato', que já vimos em modelos como o da Aston Martin, também parece aparecer aqui (seta azul na imagem acima).

Isso deve ajudar a superar as dificuldades impostas por ter geometrias de superfície mais extremas no assoalho e no difusor, o que melhorará o vórtice da borda do segundo elemento.

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