Chefes da F1 revelam conversas com pilotos por GP da Arábia Saudita: "Continuam preocupados"

Ataque a petrolífera perto do circuito deixou competidores receosos, mas líderes dos times e autoridades locais os convenceram de que estão seguros

Chefes da F1 revelam conversas com pilotos por GP da Arábia Saudita: "Continuam preocupados"
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As equipes de Fórmula 1 revelaram que os pilotos continuam "preocupados" com o GP da Arábia Saudita após o ataque às instalações da Aramco nas proximidades do circuito na última sexta-feira (26). Eles estiveram envolvidos em reuniões por mais de quatro horas em Jeddah para debater se a corrida deveria prosseguir após o ocorrido.

Apesar dos chefes de equipe inicialmente concordarem com uma decisão “unânime” em menos de uma hora que a segunda rodada da temporada deveria acontecer, eles, as autoridades do campeonato e as lideranças sauditas foram atraídos de volta às negociações com os competidores antes da resolução final.

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Isso, de acordo com uma declaração da Associação de Pilotos de GP, foi depois que "preocupações humanas naturais" desencadearam o debate para boicotar a prova.

Falando à mídia pela primeira vez em Jeddah desde que as notícias dos ataques pipocaram, os chefes das escuderias revelaram a preocupação contínua entre seus pilotos, com Mattia Binotto, da Ferrari, reitrando: "Não acho que eles estejam 100% felizes e totalmente relaxados".

Ele continuou: "Acho que eles ainda estão preocupados, mas ouvindo a garantia que damos, a compreensão da importância de ficar aqui e de alguma forma tentar correr porque é a melhor escolha que podemos fazer".

Mike Krack, Team Principal, Aston Martin F1, in the Press Conference

Mike Krack, Team Principal, Aston Martin F1, in the Press Conference

Photo by: Carl Bingham / Motorsport Images

Diz-se que os pilotos tiveram algumas de suas preocupações aliviadas pelas autoridades sauditas e agências de segurança "de que tudo estaria seguro e sob controle", segundo Mike Krack, da Aston Martin.

Parte do argumento a favor da corrida, de acordo com o chefe da Haas, Gunther Steiner, foi que as autoridades que vivem e criam famílias na área se sentem seguras em meio ao conflito em andamento.

Uma figura de proa da "defesa independente" também esteve envolvida nas negociações como parte de uma explicação "muito credível" dos "sistemas técnicos" em vigor para proteger os que estão no terreno.

Binotto disse: "Certamente, [os pilotos] estavam preocupados. Não são fatos normais que acontecem perto do circuito".

"As preocupações tem que se traduzir em considerações e discussões. Explicamos a eles a situação e os fizemos entender que, de fato, estamos seguros e protegidos. Eles simplesmente entenderam e apoiaram o fato de que é importante ficar e continuar o fim de semana aqui na Arábia Saudita. Sair do país não teria sido simplesmente a escolha certa."

"[Como chefe de equipe] acredito que é importante ouvir [os pilotos], assim como é importante explicar a eles a consideração do que realmente é certo."

Andreas Seidl, da McLaren, observou que "demorou um pouco" para os pilotos obterem a “boa visão geral de maneira transparente” necessária do debate que ocorreu durante a primeira sessão de treinos livres.

Seidl finalizou: "Acho que foi importante investir tempo e também ter esse diálogo aberto e transparente".

F1 2021: Veja TUDO dos treinos na Arábia Saudita em meio a BOMBARDEIO em Jeddah | SEXTA-LIVRE

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