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Cinco lições que tiramos do GP da Espanha de 2017

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Cinco lições que tiramos do GP da Espanha de 2017
Por:
15 de mai de 2017 13:05

Editor chefe global do Motorsport.com, Charles Bradley dá suas visões sobre o surpreendentemente espetacular GP da Espanha de F1, em Barcelona.

1: A briga pelo título entre Vettel e Hamilton está a todo vapor

Sebastian Vettel, Ferrari SF70H, Lewis Hamilton, Mercedes AMG F1 W08
Photo by: Andrew Hone / LAT Images

Não foi uma, nem duas, mas sim três vezes que vimos Lewis Hamilton e Sebastian Vettel disputando posições, lado a lado, na Curva 1 em Barcelona.

Já esperávamos por isso na largada, com Vettel tendo uma partida perfeita graças à nova configuração de embreagem em seu motor.

E, depois da inspirada parada de Hamilton sob o safety car virtual, vimos novamente a disputa quando Vettel voltou à pista depois de sua última parada: os dois fizeram a Curva 1 como se fossem um carro só, com a inscrição “Pirelli” ficando menos visível em seus pneus devido a um toque de rodas.

Mas o momento decisivo veio a 21 voltas para o fim, quando Hamilton, usando o DRS, fez uma ultrapassagem. Se considerarmos as provas sonolentas que costumávamos ver em Barcelona, essa foi realmente uma prova notável.

E isso deixa claro que Mercedes e Ferrari estão separados por uma pequena distância. Vamos olhar aos números: Vettel e Hamilton possuem sete títulos juntos, com quatro para o alemão e três para o inglês.

Hamilton, no entanto, tem mais vitórias: 55 a 44, mais pódios (108 a 91), poles (64 a 47), primeiras filas (109 a 74) e voltas mais rápidas (34 a 28). Mas isso são apenas estatísticas: a briga está aberta entre os dois.

Essa é uma real rivalidade na F1, e Vettel admitiu após a corrida que “eles não são melhores amigos”, mas se respeitam. E é assim que deve ser.

Então, sente-se e aprecie – podemos ter uma temporada que será realmente um clássico.

2: Bottas e Raikkonen precisam ficar longe um do outro

Kimi Raikkonen, Ferrari SF70H, Max Verstappen, Red Bull Racing RB13, collide at the start

Photo by: Zak Mauger / LAT Images

Mais uma vez, os finlandeses da F1, Valtteri Bottas e Kimi Raikkonen, colidiram no domingo. Desta vez foi claramente culpa de Bottas, apesar de os comissários, corretamente, tenham classificado o ocorrido como incidente de corrida – já que três carros (Max Verstappen incluído) se espremeram na chicane de média velocidade de Barcelona.

Isso nos faz lembrar de suas duas colisões em um espaço de três corridas em 2015, em Sochi e no México. Apesar de suas expressões faciais que não mostram muita emoção, pensamos se isso não é uma rivalidade que de fato pode explodir caso chegue ao seu ponto de ebulição.

E que diferença um ano pode fazer para Verstappen. Um herói na Espanha no ano passado, e vítima de um incidente na primeira volta em 2017. 

3: F1 tem jogada de mestre com episódio de jovem torcedor

Kimi Raikkonen, Ferrari with Thomas, a young fan
Kimi Raikkonen, Ferrari with Thomas, a young fan

Photo by: Ferrari

Um pequeno garoto loiro não ganhava tanto destaque na TV desde Esqueceram de Mim, com Macauley Culkin. Mas, depois de uma cena dramática que foi capturada de forma sagaz por um cinegrafista, quando Raikkonen foi eliminado da prova em sua primeira volta, começou uma saga que se espalhou pela TV e internet.

Seu nome é Thomas e ele é de Amiens, na França. Em um momento de inspiração do departamento de comunicação da F1, a Ferrari convidou o garoto e sua família para suas dependências. O menino, de seis anos, ganhou um boné, com o autógrafo de Kimi, e posou para fotos.

Como disse o amigo do Iceman, Anthony Hiett, um chefe de equipe na F3: “Acho que, agora, todos devemos chamá-lo de Niceman [homem legal] de agora em diante.” Exatamente!

Depois, também descobriu-se que a mãe de Thomas tem um gato chamado Schumi, e que ele (o garoto, não o gato) conseguiu dar um beijo em Kimi, além de passear pelas garagens – o que o deixou muito feliz.

Uma história feliz depois de um começo desastroso. Bravissimo, Ferrari. Isso é, de fato, engajamento da torcida. 

4: A FIA está de olho nos números da Force India

Sergio Perez, Sahara Force India VJM10

Photo by: Sutton Images

A FIA instruiu as equipes para colocarem números maiores nos carros e siglas para identificarem os pilotos, o que foi ótimo para os fãs. Mas isso foi uma má notícia para a Force India, que, agora, terá de pagar 25 mil euros.

Estranhamente, o assunto não foi trazido à tona na inspeção técnica, quando todos os carros são apresentados à FIA para todas as checagens. Mas, depois da corrida, a equipe foi convocada ao escritório dos comissários.

Muitas equipes usaram a barbatana de tubarão para colocar a sigla, mas a Force India alegou que o espaço estava preenchido com patrocinadores. Mas não há nada como uma multa para motivar a equipe, não?

Ou isso, ou eles rebatizem os pilotos como Bwtocon ou Bwtperez. 

5: Toro Rosso evidencia falta de potência da Renault

Pascal Wehrlein, Sauber C36-Ferrari, Carlos Sainz Jr., Scuderia Toro Rosso STR12
Pascal Wehrlein, Sauber C36-Ferrari, Carlos Sainz Jr., Scuderia Toro Rosso STR12

Photo by: Glenn Dunbar / LAT Images

Enquanto Daniel Ricciardo caminhou tranquilo rumo ao terceiro lugar com o motor Renault da Red Bull, sua equipe parceira, a Toro Rosso, não ficou tão feliz depois da corrida.

Tanto Carlos Sainz quanto Daniil Kvyat ficaram presos atrás de motores Ferrari durante a prova, e sentiram que o déficit de potência era muito mais do que 0s3 que a FIA insistiu que as separavam de Mercedes e Ferrari.

“É uma situação desesperadora ter um motor da Ferrari de 2016 que é mais rápido que nós nas retas”, reclamou Sainz, referindo-se à disputa com Pascal Wehrlein, da Sauber.

“Precisamos de mais potência. Podemos ver na classificação que estivemos 0s2 do sétimo, então imagine se a Renault trouxer 0s3. Tudo mudaria de repente.”

Acredito que Ricciardo também gostaria de ver isso a tempo para as corridas que exigem potência após o GP de Mônaco...

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Sobre esta matéria

Categoria Fórmula 1
Evento GP da Espanha
Localização Circuit de Barcelona-Catalunya
Autor Charles Bradley