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Ex-diretor de provas da F1, Masi diz que se sentiu como "o homem mais odiado do mundo" após Abu Dhabi

Apesar dos "dias difíceis", Masi disse que experiência o tornou uma pessoa mais forte

Michael Masi, FIA

Em sua primeira entrevista após sair da FIA, o ex-diretor de provas da Fórmula 1 Michael Masi revelou que chegou a receber ameaças de morte após a polêmica do GP de Abu Dhabi, que o fizeram sentir como "o homem mais odiado do mundo".

Inicialmente, Masi foi removido do posto de diretor de provas por não cumprir pelo menos dois artigos do regulamento desportivo na relargada do GP de Abu Dhabi, que decidiu o título a favor de Max Verstappen contra Lewis Hamilton. Eventualmente, o australiano acabou saindo da FIA e voltou ao seu país. 

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À News Corp, ele deu sua primeira pública entrevista, revelando que enfrentou "dias difíceis" devido ao abuso e a repercussão do caso.

"Me sentia como o homem mais odiado do mundo. Recebi ameaças de morte, pessoas diziam que iriam atrás de mim e da minha família. As mensagens eram chocantes. Abusivas, vis, eles me chamaram de todos os nomes possíveis".

"E elas vinham de todos os lados. Não apenas o Facebook, mas também meu LinkedIn, que deveria ser uma plataforma profissional".

A FIA conduziu uma investigação sobre Abu Dhabi e afirmou que, apesar de Masi ter agido de "boa fé", suas decisões foram resultado de "erro humano".

Michael Masi, Race Director

Michael Masi, Race Director

Photo by: Zak Mauger / Motorsport Images

"Eu queria apenas ficar sozinho, o que foi bem desafiador", disse, acrescentando que a experiência "o tornou uma pessoa bem mais forte".

Masi foi substituído por dois diretores de prova, Niels Wittch e Eduardo Freitas, além de uma direção de prova virtual, com base na Suíça. Mas isso não reduziu as preocupações sobre as decisões tomadas pelos diretores em 2022, com reclamações sobre limites de pista, inconsistência, além da polêmica sobre o uso de joias.

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