F1: FIA dá a Hamilton duas corridas para remover piercings

Piloto da Mercedes criticou empreitada da FIA, afirmando que representa "passo atrás" e apareceu na coletiva de sexta repleto de anéis, colares e relógios

F1: FIA dá a Hamilton duas corridas para remover piercings
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O heptacampeão da Fórmula 1 Lewis Hamilton recebeu uma liberação da FIA de duas corridas para remover joias que não podem ser tiradas manualmente após conversas com a equipe médica da categoria.

Como parte da nova empreitada da FIA contra o uso de joias pelos pilotos no carro, algo que é proibido pelo Código Desportivo Internacional, checagens pelas equipe tornaram-se parte do processo de escrutínio antes do início de um fim de semana, começando no GP de Miami.

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Em protesto, Hamilton chegou à coletiva da sexta-feira usando três relógios, oito anéis, pulseiras e correntes, afirmando que era "desnecessário" tamanho foco em "algo tão pequeno".

"É quase como um passo atrás", disse Hamilton. "Se vocês pensarem nos passos que estamos dando como esporte e os assuntos e causas mais importantes que deveríamos focar".

A visão de Hamilton teve o apoio de vários pilotos, incluindo Sebastian Vettel, que sentiu que essa manobra da FIA está "mirando" o piloto da Mercedes. O britânico explicou ainda que duas peças que usa não podem ser removidas manualmente, incluindo um piercing no nariz, mencionando que, como são feitos de platina, nunca teve problemas antes.

Questionado se ficaria de fora da corrida como forma de enfrentamento à FIA, Hamilton respondeu: "Se eles me pararem, que seja. Temos um piloto reserva".

Mas o Motorsport.com apurou que Hamilton se encontrou com representantes da comissão médica da FIA após a coletiva para discutir o assunto.

Lewis Hamilton, Mercedes-AMG

Lewis Hamilton, Mercedes-AMG

Photo by: Carl Bingham / Motorsport Images

Durante as conversas, foi explicado para Hamilton que a manobra não teria nada a ver com limitação da liberdade de expressão de cada um, sendo puramente baseado em questões de segurança. Ele concordou que removeria o que fosse possível para o GP de Miami, e recebeu uma liberação de duas corridas, até Mônaco, para os demais itens.

Além das joias, os pilotos foram relembrados sobre o uso de roupas íntimas corretas, também com relação à segurança. O acidente de Romain Grosjean no GP do Bahrein de 2020 é frequentemente citado como exemplo de um momento em que a roupa incorreta ou problemas com joias podem causar problemas no fogo ou na extração do piloto do cockpit.

Antes do primeiro treino livre em Miami, o delegado técnico Jo Bauer divulgou uma atualização sobre o escrutínio afirmando que a Mercedes havia agora "submetido um formulário completamente preenchido para o GP", após uma primeira versão em que destacava que a situação do time alemão não estava normalizada por causa de Hamilton.

VÍDEO: Qual equipe é a favorita para o GP de Miami da F1?

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