F1: Mazepin e seu pai se tornam alvos de sanções da União Europeia

Relação com Vladimir Putin e importância econômica da Uralkali - empresa de Dmitry - para a economia da Rússia colocaram família em 'lista negra'

F1: Mazepin e seu pai se tornam alvos de sanções da União Europeia
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O agora ex-piloto de Fórmula 1 Nikita Mazepin e seu pai Dmitry foram adicionados a uma lista de russos de alto nível sujeitos a sanções da União Europeia. As últimas adições foram publicadas pelo Conselho do bloco econômico nesta quarta-feira (9).

A notícia veio logo depois que o competidor russo disse à mídia que nem ele nem seu pai estavam sujeitos a sanções e, portanto, isso não poderia ser usado como motivo para a equipe Haas cancelar seu contrato e o do patrocinador Uralkali.

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Mazepin explicou em uma conferência online na quarta-feira que sua demissão em 4 de março foi uma surpresa, já que ele não recebeu nenhum 'aviso prévio' do chefe da equipe, Günther Steiner. Ele disse anteriormente que concordou em assinar o documento preparado pela FIA e que permite que pilotos da Rússia corram sob bandeira neutra.

"Eu aceitei esta decisão incondicionalmente quando ela foi preparada pelo WMSC (Conselho Mundial do Esporte a Motor)", disse Nikita. "Portanto, a decisão da Haas não foi baseada em nenhuma diretriz do órgão regulador do esporte ou ditada por quaisquer sanções que foram impostas contra mim, meu pai ou sua empresa."

No entanto, poucas horas depois, Mazepin foi listado como o 732º russo a ser sancionado pela UE, enquanto seu pai era o número 723.

Nikita Mazepin, Haas F1, on the grid with his father Dmitry Mazepin

Nikita Mazepin, Haas F1, on the grid with his father Dmitry Mazepin

Photo by: Andy Hone / Motorsport Images

Ao explicar a decisão, a União Europeia observou que, como chefe da Uralkali, Dmitry Mazepin "está envolvido em setores econômicos que fornecem uma fonte substancial de receita ao governo da Federação Russa, responsável pela anexação da Crimeia e desestabilização da Ucrânia".

Também fez referência ao fato de que, junto a outros 36 empresários, ele se encontrou com Vladimir Putin em 24 de fevereiro, dia em que começou a guerra na Ucrânia, para discutir seu provável impacto.

A UE observou que "o fato de ele ter sido convidado a participar desta reunião mostra que ele é um membro do círculo mais próximo de Vladimir Putin e que está apoiando ou implementando ações ou políticas que prejudicam ou ameaçam a integridade territorial, a soberania e a independência da Ucrânia, bem como estabilidade e segurança do país."

"Isso também mostra que ele é um dos principais empresários envolvidos em setores econômicos, fornecendo uma fonte substancial de receita para o governo da Rússia, responsável pela anexação da Crimeia e desestabilização da Ucrânia."

No que diz respeito a Nikita Mazepin, a UE sinalizou seu envolvimento na F1, agora cancelado, e observou que "ele é uma pessoa física associada a um importante empresário (seu pai) envolvido em setores econômicos que fornecem uma fonte substancial de receita para o governo da Federação Russa, responsável pela anexação da Crimeia e pela desestabilização da Ucrânia".

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