F1: Menos peso ou maior carga? Entenda o dilema que a Red Bull vive com o RB18

Carro da equipe austríaca é um dos mais pesados do grid e deve passar por "emagrecimento" para Ímola, mas podendo afetar um dos pontos fortes do modelo

F1: Menos peso ou maior carga? Entenda o dilema que a Red Bull vive com o RB18
Carregar reprodutor de áudio

A Red Bull está lutando contra o peso do RB18 na Fórmula 1. O carro de Adrian Newey não adotará os dois tirantes de aço que a FIA permitiu após uma flexão muito forte que foi vista em alguns dos assoalhos dos carros durante os testes.

Mercedes e Ferrari em particular, parecem ter aproveitado a oportunidade dada pelos comissários técnicos, encabeçados por Nikolas Tombazis, para tentar reduzir os efeitos nocivos do porpoising sob alta velocidade.

Leia também:

porpoising faz com que os carros quiquem de cima abaixo quando alcançam altas velocidades nas retas, um problema que afetou todas as equipes neste começo de 2022, em maior ou menor intensidade.

Max Verstappen, Red Bull Racing RB18

Max Verstappen, Red Bull Racing RB18

Photo by: Mark Sutton / Motorsport Images

A Ferrari, graças ao seu vistoso projeto de sidepods, pôde limitar os danos, levantando o F1-75 ligeiramente em relação ao asfalto, mas confiando na força vertical gerada por sua carenagem incomum.

A Mercedes, por sua vez, ainda não conseguiu solucionar o problema: o W13 possui sidepods praticamente inexistentes (apelidados inclusive de zeropods) e, para que as Flechas de Prata sejam guiáveis, é preciso aumentar muito o carro em relação ao solo, perdendo muito downforce.

Ferrari F1-75: dettaglio della pancia scavata e degli sfoghi d'aria

Ferrari F1-75: dettaglio della pancia scavata e degli sfoghi d'aria

Photo by: Erik Junius

A Red Bull já parece ter abordado o problema do porpoising na fase de projeto, criando um assoalho extremo que flexiona menos que seus principais rivais e, graças à atenção dada pelos engenheiros de Pierre Waché, o RB18 é o carro que mais gera carga aerodinâmica na carenagem, permitindo uma asa traseira de menor carga para Max Verstappen e Sergio Pérez, gerando maiores velocidades de reta.

O carro da Red Bull pesa pelo menos dez quilos a mais que o peso mínimo da F1 2022 (798kg, após o acréscimo de três quilos acordado entre F1, FIA e equipes), e Helmut Marko admitiu que o RB18 passará por um "spa". Segundo informações obtidas pelo Motorsport.com, é estimado que cada quilo reduzido no carro custe cerca de 250 mil euros (R$1,3 milhão), algo que repercute fortemente nos limites do teto orçamentário.

Lewis Hamilton, Mercedes W13

Lewis Hamilton, Mercedes W13

Photo by: Zak Mauger / Motorsport Images

É justo perguntar, então, se Newey tratará de limitar o peso do fundo plano, arriscando essa parte delicada do carro, abrindo a possibilidade do RB18 começar a flexionar, perdendo a carga aerodinâmica que fez da Red Bull um dos desafiantes deste começo de ano junto com a Ferrari.

Dettaglio del fondo Red Bull Racing RB18 caratterizzato dalla forma a chiglia

Dettaglio del fondo Red Bull Racing RB18 caratterizzato dalla forma a chiglia

Photo by: Giorgio Piola

O desenho de Giorgio Piola nos mostra a complexidade do assoalho plano da Red Bull. Não se veem os túneis Venturi, que estão abaixo, mas é possível notar a forma da quilha do RB18.

Entrevista Exclusiva: FELIPE DRUGOVICH revela que JÁ FOI PROCURADO por equipe da F1; CONFIRA

Assine o canal do Motorsport.com no YouTube

Os melhores vídeos sobre esporte a motor estão no canal do Motorsport.com. Inscreva-se já, dê o like ('joinha') nos vídeos e ative as notificações para ficar por dentro de tudo o que rola em duas ou quatro rodas.

Podcast #171 - Má fase da Mercedes indica fim de uma era na F1?

 

ACOMPANHE NOSSO PODCAST GRATUITAMENTE:

compartilhar
comentários
Risco de atrasos de frete fogem do controle da F1, diz chefe da Haas
Artigo anterior

Risco de atrasos de frete fogem do controle da F1, diz chefe da Haas

Próximo artigo

F1 - Mazepin: Sanções contra atletas russos são resultado da "cultura do cancelamento"

F1 - Mazepin: Sanções contra atletas russos são resultado da "cultura do cancelamento"