F1 - Ocon critica falta de proteção após batida "inaceitável" de 51G: "A FIA deveria prezar mais pela segurança"

Sainz também criticou a falta de reação da FIA após levantar o mesmo tópico na reunião entre a direção de prova e os pilotos na sexta-feira

F1 - Ocon critica falta de proteção após batida "inaceitável" de 51G: "A FIA deveria prezar mais pela segurança"
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Esteban Ocon largará no GP de Miami de Fórmula 1 neste domingo em último, após uma forte batida no TL3 que danificou seu chassi e o impediu de participar da classificação. O francês da Alpine revelou que o impacto sofrido foi de 51G, o mais forte de sua carreira, e afirmando que é "inaceitável" o fato de um trecho tão perigoso da pista não ter uma barreira de proteção, apenas o muro de concreto.

Ele perdeu a traseira de seu carro na chegada à curva 14, batendo com força no muro. Ocon avisou pelo rádio que não havia se machucado, mas como a luz de alerta de impacto foi acionada, ele precisou ser levado ao centro médio, onde foi examinado e liberado pelos médicos.

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A batida aconteceu no mesmo lugar em que Carlos Sainz teve problemas na sexta. Ocon revelou que o piloto da Ferrari levantou o assunto na reunião da direção de prova com os pilotos, questionando porque não há uma barreira de proteção, chamada de TecPro, no lugar.

"O é inaceitável, é que foi 51G em um ponto que não deveria ter um impacto tão grande. Carlos reclamou sobre isso com a direção de prova, todos ouvimos mas nada foi feito".

"Discutimos sobre isso. Carlos disse que o impacto foi grande demais, maior do que deveria ser. Hoje, pareceu grande. Provavelmente o maior acidente da minha carreira pra dizer a verdade. Ontem Carlos se machucou. Eu me machuquei também. A FIA deveria prezar mais pela nossa segurança. O mais importante é que podemos correr e que eu poderei correr".

Carlos Sainz Jr., Ferrari F1-75, leaves his car at the end of FP2

Carlos Sainz Jr., Ferrari F1-75, leaves his car at the end of FP2

Photo by: Zak Mauger / Motorsport Images

Ocon revelou que seus joelhos receberam o impacto da batida. E sentia que, caso houvesse uma barreira de proteção no lugar, poderia ter participado da classificação.

"Quando um piloto profissional, do calibre de Carlos, que corre pela Ferrari, diz algo como isso ontem, o mínimo que deveria acontecer é isso ser levado em consideração, fazer o máximo para realizar alguma mudança".

O francês disse que "não entraria em detalhes" sobre a explicação do diretor de prova Niels Wittch para a falta de uma barreira de TecPro, mas diz esperar que "essas coisas sejam tratadas daqui em diante".

Em entrevista à Sky Sports F1 após a classificação, Sainz ecoou os comentários de Ocon, de que o impacto da batida não deveria ser tão grande dado a velocidade que estava naquele momento.

"Peço desculpas por ser crítico, mas disse à FIA ontem que minha batida em segunda marcha não deveria ter sido tão forte, e hoje tenho um pouco de dor no pescoço", disse Sainz. "Eu disse a eles, coloquem TecPro ali, porque é um muro de concreto muito duro. Agora Esteban bateu e sei que ele sentiu também. É uma coisa que jamais entenderei".

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