F1: Restrições por conta da pandemia atrasam preparação da Haas para 2021; entenda

Covid-19 no Reino Unido afetou os preparativos da pré-temporada da equipe americana: “técnicos importantes não podem entrar no país"

F1: Restrições por conta da pandemia atrasam preparação da Haas para 2021; entenda

A crise do coronavírus afetou as equipes de Fórmula 1 já na última temporada do campeonato. Foi feita uma tentativa de neutralizar a situação com o fechamento obrigatório das fábricas, mas em regiões onde o vírus era especialmente disseminado, como a Itália, as operações normais eram quase impensáveis.

Em 2021, o quadro é semelhante, só que desta vez as equipes localizadas no Reino Unido estão em desvantagem. A mutação do vírus B.1.1.7 está causando estragos por lá e medidas de restrições para entrada e saída do país foram reforçadas.

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Para a Haas, isso tem implicações muito específicas. Este ano, pela primeira vez, a equipe americana monta seus carros na fábrica de Banbury (Inglaterra), uma vez que muitos dos componentes que serão utilizados a partir do regulamento de 2021 já estão lá. O motor e a caixa de câmbio, ambos da Ferrari, e o chassi Dallara vêm da Itália.

"Em termos de logística, este ano é mais fácil do que enviar nossas peças para a Itália para montagem", explicou Günther Steiner, chefe da equipe, em entrevista à Auto motor und sport.

"Mas embora a relocação não seja um problema para os componentes, a história é diferente com os funcionários. Por exemplo, técnicos importantes não podem entrar no país."

Assim, quando o VF-21 for montado na primeira quinzena de fevereiro, o novo motor Ferrari, que será instalado na traseira, provavelmente permanecerá silencioso. O problema é que os técnicos necessários para ligar o motor não podem entrar no país.

Steiner, que está nos Estados Unidos, também terá que pensar duas vezes antes de entrar em um avião para visitar a fábrica: "Se eu quisesse voar para a Inglaterra, primeiro teria que passar duas semanas em quarentena. Só há exceções para atletas de elite".

Com exceção, Mick Schumacher e Nikita Mazepin podem ir à Inglaterra sem problemas para visitar a fábrica e iniciar as preparações para suas estreias em 2021.

No entanto, devido aos obstáculos mencionados, o novo motor não deve dar a partida pela primeira vez até os testes de pré-temporada no Bahren, em março. Quanto ao resto das peças, apesar da extensa “transferência” de 2020, surgem muitas novidades, principalmente relacionadas com as novas regras para 2021.  

“Coisas como para-lamas dianteiros, defletores e refrigeração do freio são novos”, explica Steiner. 

A Haas decidiu não usar suas duas fichas de desenvolvimento (tokens), aos quais cada equipe tem direito. “O programa do túnel de vento estava parado há muito tempo para que pudéssemos ter pronto antes do prazo final, no final de setembro."

Isso significa que agora o foco está no desenvolvimento para temporada de 2022? "Pode acontecer que tenhamos de refazer o carro 2021 novamente se descobrirmos durante os testes que cometemos um erro", disse o chefe da equipe americana.

“Esse seria o plano B. Mas não queremos ficar mais tempo no túnel de vento com o carro 2021”, enfatiza Steiner.

"Esperamos que as equipes continuem a evoluir e não tenham tanto tempo para o carro de 2022”, completou.

 

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