F1: Volkswagen pode colocar Porsche e Audi como fornecedoras de duas equipes; entenda

Williams e McLaren aparecem como potenciais clientes das marcas do grupo alemão; negociação depende de novo regulamento de motores

F1: Volkswagen pode colocar Porsche e Audi como fornecedoras de duas equipes; entenda

A Fórmula 1 ainda define as novas regras para a próxima geração de motores, que iniciará em 2026, o que interessa muita gente 'grande'. A Volkswagen almeja entrar na categoria máxima do automobilismo com duas de suas marcas: Audi e Porsche, como fornecedoras. Williams e Mclaren seriam potenciais clientes, segundo a mídia alemã Bild.

Os regulamentos futuros fazem parte de uma filosofia da divisão de ser mais barata, simples e menos prejudicial ao meio ambiente. Os custos poderiam ser reduzidos pelo teto de gastos, já em vigor. Atualmente, apenas Mercedes, Ferrari, Renault e Honda produzem unidades de potência, com a montadora japonesa deixando a série no fim de 2021.

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De acordo com os rumores, Audi e Porsche compartilhariam a mesma estrutura para a construção de motores. A primeira poderia fechar com a Williams, atualmente abastecida pela Mercedes, enquanto a segunda especula reeditar a parceria com a McLaren, que rendeu os títulos de Niki Lauda em 1984 e Alain Prost em 1985 e 1986, além dos construtores nos dois primeiros anos. A AlphaTauri também é potencial cliente, mas dependerá de como a Red Bull seguirá os trabalhos com a tecnologia da Honda nos anos que será desenvolvedora.

Essa não seria a primeira vez das montadoras na categoria máxima do esporte a motor. A Porsche correu com equipe própria na F1 entre 1958 e 1962 e chegou a ganhar uma corrida, no GP da França de 1962 com Dan Gurney, além dos títulos como fornecedora da escuderia de Woking. Já a Audi participou de provas sob o nome Auto Union na década de 30, quando o campeonato mundial ainda não existia.

As marcas também marcaram presença na Fórmula E, com a Audi fazendo parte da categoria desde sua criação em 2014. A equipe venceu a temporada de pilotos de 2016-17 com o brasileiro Lucas di Grassi e os construtores de 2017-18. Já a Porsche estreou dois anos depois, em 2019-20.

Fora dos monopostos, as duas tiveram muito sucesso nos torneios de resistência, com títulos no WEC e vitórias nas 24 Horas de Le Mans, foram 19 para a Porsche e 13 para a Audi. A primeira conquistou os campeonatos da LMP1 do Mundial de Endurance de 2012 e 2013 e a segunda de 2015, 2016 e 2017, que também também ganhou troféus na GTE Pro e GTE Am.

A Audi fez história também nos carros de turismo, com um programa de sucesso no DTM. Foram dois títulos de pilotos entre entre 1984 e 1996 e dez de 2000 em diante, além de oito de construtores. A Porsche participou da etapa de Nürburgring de 2021 com Michael Ammermüller como guest driver, mas não tem história significativa na categoria.

Não há nada confirmado sobre a possível entrada da Volkswagen e suas marcas e as negociações podem avançar após a divulgação das regras da nova geração de motores, que a FIA deve definir nas próximas semanas.

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