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F1: Wolff diz que desempenho da Mercedes agora é "totalmente inaceitável"

Chefe da equipe admite que problemas são maiores do que o esperado e que configuração do carro de Hamilton estava errada

O chefe da Mercedes, Toto Wolff, disse que o desempenho de sua equipe no momento é "totalmente inaceitável", após uma exibição decepcionante no quali do GP da Arábia Saudita de Fórmula 1.

Enquanto a equipe continua buscando respostas para seus problemas, Lewis Hamilton teve uma de suas piores sessões de classificação para a Mercedes em termos de ritmo puro, pois acabou ficando pelo Q1 em Jeddah.

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Ele terminou em 16º mais rápido, mas largará em 15º após a retirada de Mick Schumacher.

Com a Red Bull e a Ferrari parecendo estar um passo à frente, e a Mercedes ainda incapaz de explorar o potencial que acredita existir no W13, coube a George Russell carregar as esperanças da equipe no Q3, terminando em 6º.

Refletindo sobre onde a Mercedes está, Wolff disse que não estava insatisfeito com o fato de a equipe estar enfrentando uma forte batalha este ano, após anos de domínio, mas deixou claro que precisava estar mais perto da frente.

“Adoro a competição e sempre amei a competição”, explicou Wolff. “Tivemos uma sequência muito forte de oito anos em que estávamos liderando o pelotão, nem sempre, mas meio que conseguimos chegar à liderança.

“Desta vez, para mim, parece um pouco com 2013, onde simplesmente não estávamos no ritmo com a Red Bull e provavelmente também não com as Ferraris, mas continuamos lutando e é assim que me sinto no momento.

“Precisamos lutar. É totalmente inaceitável onde estamos no desempenho. Estamos em terceiro, e às vezes temos dias como hoje. Portanto, não é uma opção ficar onde estamos.”

Toto Wolff, Team Principal and CEO, Mercedes AMG

Toto Wolff, Team Principal and CEO, Mercedes AMG

Photo by: Carl Bingham / Motorsport Images

O desastre de Hamilton no Q1 foi motivado por ele ir na direção errada com a configuração do carro.

Embora não fosse radicalmente diferente do que Russell estava utilizando, a decisão de colocar mais foco na frente significava que Hamilton não tinha confiança na traseira, pois estava muito solta.

Wolff acrescentou: “Estávamos experimentando configurações para descobrir onde está o ponto ideal do carro. E assim, do lado de Lewis, eles foram um pouco mais ousados. O resultado foi que basicamente eles não tinham traseira no carro. E isso explica esse grande déficit de tempo.”

Embora o ‘porpoising’ continue sendo a maior dor de cabeça da Mercedes no momento, a equipe também sabe que não é seu único problema - pois enfrenta um carro com excesso de peso e ainda não tem disponível uma asa traseira baixa o suficiente.

Wolff acrescentou: “Você pode ver entre o desempenho de Lewis e George, não houve um grande conjunto de mudanças que aconteceu, mas foram grandes o suficiente para ter consequências dramáticas no desempenho do carro entre sair no Q1 e estar solidamente no Q3. Então é por isso que este carro é tão complicado de configurar.

“Tínhamos uma asa traseira mais baixa, tiramos o Gurney, mas ainda não foi o suficiente para reduzir ainda mais o arrasto do carro.

“Mas, em geral, eu diria que esse não é o único problema. Temos muitas partes do carro que não funcionam, que não entendemos, que não funcionam o suficiente. E não é neste patamar que todos esperamos que o carro esteja.”

Veja o grid de largada para o GP da Aránbia Saudita, em Jeddah

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