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F1: Wolff diz que Horner atua e que passado difícil o livra de qualquer pressão

Chefe da Mercedes relembrou adolescência e infância com dificuldades e disse que rivais viram 'atores' de Hollywood em frente às câmeras

Toto Wolff, Team Principal and CEO, Mercedes AMG

Com uma carreira de sucesso e consagrada na Fórmula 1, Toto Wolff é um dos principais nomes da categoria. O chefe da Mercedes esteve presente em todos os títulos da escuderia na era híbrida e busca seguir fazendo história com o que seria o oitavo de seu piloto Lewis Hamilton. No entanto, enfrenta o desafio da Red Bull em 2021, o mais duro para o time até então que envolve muita 'guerra de bastidores', que ele falou sobre em entrevista ao veículo britânico Dailymail.

Para Wolff, os rivais da equipe austríaca se comportam como 'atores' e criam histórias na mais nova rivalidade da categoria máxima, o que não é ruim de certo ponto, visto a audiência que o esporte voltou a ter. De acordo com Toto, a 'pressão' sentida por ele, muitas vezes citada por Christian Horner, não existe e ele já está 'calejado' com momentos difíceis pelo que já passou na vida.

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"Christian fala sobre eu sentir pressão: de jeito nenhum. Eu sinto que ele é um dos protagonistas da 'atuação' e parte do elenco da Fórmula 1" comentou Wolff. "Para mim, como parte interessada e dono de uma equipe, é ótimo que ele crie esse tipo de história, mas é irrelevante. As pessoas têm um microfone ou câmera à frente e começam a se comportar como atores de Hollywood."

"Isso é bom para o esporte e para a Netflix [produta de Drive to Survive, série da F1] porque eles querem retratar as pessoas e não apenas os tempos. Elas perceberam que estão sendo citadas se disserem coisas polêmicas. Isso dá a eles tempo de mídia e conseguem pôr sua imagem nos jornais", acrescentou.

Lewis Hamilton, Mercedes, with Toto Wolff, Team Principal and CEO, Mercedes AMG

Lewis Hamilton, Mercedes, with Toto Wolff, Team Principal and CEO, Mercedes AMG

Photo by: Steve Etherington / Motorsport Images

Questionado o quanto a pressão por estar enfrentando o primeiro 'desafio' na era híbrida, onde tem que disputar o título com outra equipe até o fim do campeonato, Wolff disse que, pelo que já passou na vida, a disputa acirrada e a batalha de bastidores são divertidas e não algo que tire seu sono.

"Eu tive tantos anos difíceis na minha vida que lutar por um campeonato não está na escala [de estresse mental], disse ele. "Comparado à minha infância, adolescência e às lutas que tive que passar, é uma boa diversão, porque o que aconteceu na minha infância deixou cicatrizes permanentes."

"Meu pai ficou muito doente por dez anos com um tumor no cérebro. Desde sempre me lembro dele desse jeito, até faleceu na minha adolescência e nós não tínhamos dinheiro. Ele não podia trabalhar e isso mudou sua personalidade. Aos 14 anos eu queria ser responsável por mim, sem depender de ninguém."

"Eu ainda sonho que estou sozinho, desde criança. Discutimos saúde mental hoje em dia e as pessoas veem que você é bem-sucedido e acham que deve estar tudo bem, mas a cicatriz nunca vai. Isso impulsiona minha ambição. Em minha experiência, muitas pessoas de sucesso enfrentaram humilhação e traumas cedo na vida."

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