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Para Horner, competitividade da Haas é algo positivo para F1

Christian Horner, chefe da Red Bull, crê que desempenho inicial de time norte-americano é bom para a Fórmula 1

Romain Grosjean, Haas F1 Team VF-16 and Daniil Kvyat, Red Bull Racing RB12
Christian Horner, Red Bull Racing Team Principal
Rio Haryanto, Manor Racing MRT05
Pascal Wehrlein, Manor Racing MRT05
Romain Grosjean, Haas F1 Team VF-16
Felipe Nasr, Sauber C35
Daniil Kvyat, Red Bull Racing RB12
Esteban Gutierrez, Haas F1 Team VF-16
Romain Grosjean, Haas F1 Team VF-16
Romain Grosjean, Haas F1 Team VF-16
Romain Grosjean, Haas F1 Team VF-16
Romain Grosjean, Haas F1 Team

A Haas estreou na Fórmula 1 nesta temporada e, com duas corridas realizadas, a equipe é a grande surpresa do campeonato, ocupando o quinto lugar no Mundial de Construtores - atrás apenas de Mercedes, Ferrari, Red Bull e Williams - graças aos sexto e quinto lugares conquistados por Romain Grosjean nos GPs da Austrália e do Bahrein.

O sucesso do time norte-americano vem de uma abordagem diferente para uma equipe, comprando de outra equipe - a Ferrari, no caso - tudo o que for possível para o carro, em vez de ser uma construtora em essência.

Tal decisão não agradou a todas as rivais na F1, mas Christian Horner, chefe da Red Bull, acredita que a categoria se beneficia com a presença de uma equipe forte como a Haas, independentemente da abordagem escolhida pelo time norte-americano.

“Para ser honesto, não acho que seja algo ruim. Isso mostra que você pode ser competitivo sem ter que montar uma estrutura com 600 funcionários e gastar 200 milhões de euros", disse Horner ao Motorsport.com.

“Quando você olha para os problemas enfrentados por algumas equipes e o argumento é de que não ser construtor não é algo que está no DNA da F1. Mas é muito melhor ver corridas saudáveis e dar a pilotos como Grosjean a chance de ser competitivo do que relegá-lo ao fim do grid", afirmou.

Horner testemunhou a força da Haas quando Grosjean superou os carros da equipe durante a prova, terminando na quinta posição - logo atrás de Daniel Ricciardo, mas à frente de Daniil Kvyat, que terminou em sétimo -  e não se mostrou tão surpreso.

“Eles estavam velozes, a estratégia deles funcionou muito bem. Eles foram agressivos, usando os pneus supermacios e fazendo três paradas. É um carro muito bom, os componentes da Ferrari de 2015 ainda parecem bastante fortes."

Haas: críticas não abalam trabalho

Gunther Steiner, chefe da Haas, tem consciência de que algumas vozes no paddock criticam a abordagem da equipe, mas ele não se mostra preocupado com o que poderia ser um ato político para enfraquecer o time norte-americano.

“Em primeiro lugar, cada um deve olhar para o próprio trabalho, questionar-se em que posição está, antes de criticar os outros. As regras são as mesmas para todos, não fizemos nada de diferente em relação aos demais, então estamos com a consciência tranquila", disse o dirigente ao Motorsport.com.

“O que nós fizemos era de conhecimento de todos, o que aconteceu é que muitos ficaram surpresos e agora eles estão 'nossa, realmente aconteceu'. Não me importo com as críticas, as pessoas sempre vão fazer isso. Prefiro que sejamos criticados por fazer algo bom do que nos sentirmos culpados por apresentar um desempenho ruim", completou.

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